Mato Grosso do Sul já contabiliza 13.887 casos prováveis de dengue em 2025, dos quais 7.482 foram confirmados. Os dados constam no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado na sexta-feira (25), com base na 29ª semana epidemiológica. Até o momento, foram confirmadas 17 mortes provocadas pela doença e outras sete estão sob investigação.
Segundo o documento, as mortes ocorreram em Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Iguatemi, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara, Miranda, Aparecida do Taboado, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande. Entre as vítimas, seis apresentavam comorbidades.
Nos últimos 14 dias, 23 municípios registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue. São eles: Taquarussu, Nioaque, Brasilândia, Aparecida do Taboado, Inocência, Alcinópolis, Paraíso das Águas, Maracaju, Santa Rita do Pardo, Ribas do Rio Pardo, Sidrolândia, Ivinhema, Anastácio, Costa Rica, Paranaíba, Caarapó, Chapadão do Sul, Coxim, Três Lagoas, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã e Corumbá.
Vacinação
Ainda conforme o boletim, 167.101 doses da vacina contra a dengue foram aplicadas até o momento. Mato Grosso do Sul recebeu do Ministério da Saúde um total de 241.030 doses. O esquema vacinal prevê duas aplicações, com intervalo de três meses entre as doses.
A imunização é recomendada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias — faixa etária com maior índice de hospitalizações por dengue dentro do público de 6 a 16 anos.
Casos de chikungunya
Em relação à chikungunya, o Estado contabiliza 13.771 casos prováveis da doença, sendo 6.404 confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Desses, 67 casos ocorreram em gestantes.
O boletim também confirma 12 óbitos por chikungunya, registrados em Dois Irmãos do Buriti, Vicentina, Naviraí, Terenos, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia, Glória de Dourados e Maracaju. Nove vítimas tinham comorbidades.
Orientações
A SES reforça que a automedicação deve ser evitada. Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.
Foto: Fiocruz