O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta tendência de queda no Brasil, segundo o primeiro boletim InfoGripe de 2026, divulgado nesta quinta-feira (8) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A análise considera a Semana Epidemiológica 53, encerrada entre 28 de dezembro de 2025 e 3 de janeiro de 2026. De acordo com o levantamento, há redução tanto nas tendências de longo quanto de curto prazo. Em quase todos os estados e capitais, a incidência da síndrome não atinge níveis de alerta, risco ou alto risco.
Apesar da melhora recente, a SRAG manteve impacto relevante ao longo de 2025. No período, foram registradas 13.678 mortes no país associadas à síndrome. Desses óbitos, 6.889 (50,4%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Outros 5.524 casos (40,4%) apresentaram resultado negativo, e ao menos 222 mortes (1,6%) ainda aguardam confirmação laboratorial. Entre os óbitos com resultado positivo, a maior parte esteve associada à influenza A, responsável por 47,8% dos casos. Na sequência aparecem a Covid-19, causada pelo Sars-CoV-2, com 24,7%, o rinovírus, com 14,9%, o vírus sincicial respiratório, com 10,8%, e a influenza B, com 1,8%.
Nas últimas oito semanas analisadas, a incidência e a mortalidade semanais médias mantiveram um padrão já observado em outros períodos: maior impacto nos extremos das faixas etárias. A incidência de SRAG segue mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre os idosos.
O boletim também destaca que, entre os demais vírus com circulação relevante no país, os casos de SRAG têm se concentrado sobretudo em crianças. Nesse grupo, as infecções estão associadas principalmente ao rinovírus e ao metapneumovírus. A Fiocruz ressalta que, por se tratar de um cenário que inclui as quatro últimas semanas epidemiológicas, os dados de incidência e mortalidade ainda podem sofrer alterações com a atualização das notificações.
*Com foto e ifnromamções: Agência Brasil


















