O custo da cesta básica em Campo Grande foi de R$ 780,29 em fevereiro de 2026, o que representa queda de 0,40% em relação a janeiro, segundo a Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos divulgada nesta segunda-feira (9). O levantamento é realizado em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Mesmo com a redução no mês, o valor pago pelos consumidores da capital sul-mato-grossense continua elevado em comparação com outras capitais do país. Em fevereiro, as cestas básicas mais caras foram registradas em São Paulo (R$ 852,87), Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77), valores próximos ao observado em Campo Grande.
Na capital sul-mato-grossense, a leve queda no valor da cesta ocorreu porque nove dos 13 alimentos pesquisados tiveram redução de preço entre janeiro e fevereiro. As maiores quedas foram registradas no tomate (-9,23%), na batata (-5,12%) e no óleo de soja (-3,65%). Também ficaram mais baratos o leite integral (-3,40%), a banana (-3,10%), o açúcar cristal (-1,74%), a farinha de trigo (-1,35%), a manteiga (-1,31%) e o café em pó (-0,02%).
Por outro lado, quatro produtos apresentaram aumento de preço, com destaque para o feijão carioca, que registrou alta de 22,05% no quilo. Também subiram o arroz agulhinha (3,48%), o pão francês (0,89%) e a carne bovina de primeira (0,63%).
Segundo os pesquisadores, a alta do feijão registrada em diversas regiões do país está relacionada à oferta restrita do produto, causada por dificuldades na colheita e pela redução da área de produção em relação ao ano passado.
Variação no último ano
No acumulado dos últimos 12 meses, oito dos 13 itens da cesta básica apresentaram queda de preço em Campo Grande. As maiores reduções foram registradas no arroz agulhinha (-37,78%), no açúcar cristal (-18,16%) e no leite integral (-13,68%).
Também tiveram redução a batata (-12,19%), a banana (-2,70%), a manteiga (-2,69%), o óleo de soja (-1,25%) e a farinha de trigo (-0,45%).
Já entre os produtos que registraram aumento no período estão o café em pó (23,13%), o feijão carioca (16,96%), o pão francês (6,30%), a carne bovina de primeira (3,46%) e o tomate (1,23%).
Peso no orçamento
Mesmo com a leve queda no preço da cesta, o gasto ainda representa uma parcela significativa da renda do trabalhador. Em fevereiro, considerando o salário mínimo líquido após o desconto de 7,5% da Previdência Social, 52,04% da renda foi comprometida com a compra dos alimentos básicos.
O percentual é menor que o registrado em janeiro (52,25%) e também inferior ao de fevereiro de 2025, quando o comprometimento era de 55,12%.
*Informações: Agência Brasil e Governo Federal Foto de capa: Agência Brasil





















