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A Páscoa de 2026 deve movimentar cerca de R$ 103,7 milhões no comércio de Campo Grande, segundo levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL) realizado em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC Brasil). O valor representa crescimento real de 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a data gerou aproximadamente R$ 99 milhões em vendas na capital sul-mato-grossense.

A pesquisa de intenção de consumo aponta ainda um cenário de otimismo entre os consumidores. Cerca de 85,7% dos entrevistados afirmaram que pretendem gastar mais na Páscoa deste ano em comparação com 2025. O ticket médio previsto para a compra de presentes, como ovos de chocolate e doces, deve ficar entre R$ 165 e R$ 170 por pessoa.

De acordo com o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, o crescimento das vendas está diretamente ligado à transformação digital do comércio e à mudança no comportamento do consumidor.

“O WhatsApp virou o balcão da vez. Hoje, 37% das vendas já nascem ou morrem no digital, pela praticidade da encomenda direta”, afirma.

Compras digitais ganham espaço

Segundo o levantamento, 37% das intenções de compra para a Páscoa estão concentradas em pedidos feitos por meio do WhatsApp e de redes sociais, consolidando o ambiente digital como um importante canal de vendas para o varejo local.

Mesmo com o avanço das compras online, os supermercados ainda lideram a preferência para aquisições presenciais, concentrando 42,8% das intenções de compra. O comércio da região central da cidade aparece em seguida, com 14,3% da preferência dos consumidores.

Mudança no perfil de consumo

O estudo também identificou uma mudança no perfil de compra relacionada a hábitos de saúde. Cerca de 7,5% dos entrevistados relataram o uso de medicamentos voltados ao controle de peso, como o Ozempic e similares, fator que tem influenciado a forma de consumo de chocolates e doces durante a Páscoa.

Com isso, parte dos consumidores tem optado por produtos em menor quantidade, mas com maior valor agregado. Essa tendência explica o crescimento da procura por produtos artesanais. Atualmente, 42,8% das preferências se concentram em ovos caseiros e itens produzidos por confeitarias locais, índice semelhante ao registrado pela indústria tradicional.

Tradição familiar

A pesquisa ouviu 210 pessoas em todas as sete regiões de Campo Grande e também investigou o significado da data para os consumidores. Para 56,2% dos entrevistados, a Páscoa está ligada à celebração religiosa. Outros 40,5% associam a data ao encontro familiar, enquanto 3,3% apontaram outros motivos.

A maioria das famílias pretende manter a tradição do almoço de domingo de Páscoa em casa. Cerca de dois terços dos entrevistados afirmaram que devem reunir parentes em suas residências, com gastos estimados entre R$ 250 e R$ 500 com a refeição.

Diante desse cenário, a CDL recomenda que os comerciantes invistam em estratégias de conveniência e facilitação do pagamento para atrair consumidores. “Quem oferecer o melhor serviço e a melhor conveniência vai morder a maior fatia desse mercado”, afirma.

Assista o vídeo e saiba mais:

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