O setor de comércio e serviços concentrou a maior parte das novas empresas abertas em Mato Grosso do Sul no primeiro bimestre de 2026. Dados divulgados pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com base em registros da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems), mostram que 2.371 empresas foram abertas no estado entre janeiro e fevereiro.
Do total, 97,2% pertencem aos setores de serviços e comércio, evidenciando a predominância do setor terciário na economia sul-mato-grossense. O segmento de serviços lidera com 78,2% dos novos registros, seguido pelo comércio, com 19,2%. Já a indústria representa apenas 2,6% das aberturas no período.
A capital, Campo Grande, concentra a maior parte dos novos empreendimentos. Somente em fevereiro, foram registradas 664 aberturas no município, o equivalente a cerca de 44% do total no estado.
Na sequência aparecem Dourados, com 138 novas empresas, e Chapadão do Sul, que registrou 130 aberturas no mesmo período.
Setor terciário segue dominante
Segundo o relatório, o setor terciário continua sendo o principal motor de novos negócios em Mato Grosso do Sul. A predominância dos segmentos de serviços e comércio indica que a maior parte dos empreendedores tem optado por atividades ligadas ao consumo, atendimento e prestação de serviços.
Esse cenário reflete uma característica estrutural da economia estadual, na qual o setor de serviços tem forte presença, especialmente em centros urbanos como Campo Grande e Dourados.
Rotatividade empresarial cresce
Apesar do aumento nas aberturas, o levantamento também aponta alta rotatividade no ambiente empresarial. Em fevereiro, o índice de rotatividade chegou a 90,1%, acima dos 72,5% registrados no mesmo período do ano passado.
No acumulado do ano, os encerramentos de empresas chegaram a 18,61%, resultando em um saldo negativo de 178 empresas no estado.
De acordo com a análise do relatório, parte desse resultado está ligada a um processo administrativo conduzido pela Receita Federal do Brasil, que tem intensificado a baixa de empresas inativas para atualizar cadastros e reduzir registros de companhias que não estão mais em operação.
Esse procedimento tende a elevar temporariamente as estatísticas de fechamento, sem necessariamente indicar retração real da atividade econômica.
Necessidade de apoio ao empreendedor
Para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL Campo Grande), os dados reforçam a importância de políticas de incentivo ao empreendedorismo nos setores de comércio e serviços.
A entidade avalia que a predominância desses segmentos nas estatísticas de abertura indica que muitos empreendedores veem no consumo e na prestação de serviços as principais oportunidades de investimento no estado.
Segundo a CDL, o desafio agora é garantir que os novos negócios consigam se consolidar no mercado e manter suas atividades ao longo do tempo, reduzindo a taxa de encerramento e fortalecendo o ambiente empresarial local.






















