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Em tom de alerta e com críticas diretas ao governo federal, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o Brasil enfrenta um cenário de deterioração econômica e aumento do endividamento da população. As declarações foram feitas durante encontro realizado nesta sexta-feira (10), na sede do Partido Liberal, em Campo Grande, que reuniu os pré-candidatos da sigla nas eleições de 2026.

O parlamentar responsabilizou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo cenário e afirmou haver “descontrole” na condução da economia.

“Eu queria até manifestar publicamente a minha preocupação com essa quantidade de brasileiros endividados, mais de 80 milhões de pessoas”, disse. Segundo ele, parte da população já não consegue arcar com despesas básicas. “Desses, 20% não conseguem pagar nem conta de luz e água, é gente que está parcelando arroz, feijão, cartão de crédito”.

Para o senador, o quadro é resultado direto de decisões do governo. Ele citou aumento de gastos, carga tributária elevada e juros altos como fatores que pressionam o orçamento das famílias. “Descontrole do governo, em função de gastar mais do que arrecada, aumentar imposto sem parar”, afirmou. “A taxa de juros está entre as mais altas do mundo e isso serve como referência também para corrigir a dívida de quem está devendo, então é uma bola de neve”.

Pressão sobre o agro e críticas a políticas públicas

Flávio Bolsonaro também direcionou críticas à condução de políticas voltadas ao agronegócio, setor central na economia brasileira. Segundo ele, há um ambiente de insegurança jurídica e ausência de estímulos.

“O governo destruiu completamente, parece que enxerga o agro como se fosse um inimigo”, afirmou. Ele citou como entraves demarcações de terras indígenas, juros elevados e gargalos de infraestrutura. “O agro é gigante no mundo inteiro por causa da força deles próprios, o governo faz tudo para atrapalhar”.

O senador ainda associou o aumento do endividamento às apostas esportivas, tema que tem ganhado espaço no debate econômico. “Grande parte também desses endividados é porque estão ainda acreditando na ilusão de que podem ir para sites de apostas e ganhar dinheiro com isso, é uma grande ilusão”.

Polarização e estratégia eleitoral

Ao comentar o cenário político, Flávio Bolsonaro rejeitou a ideia de que a polarização seja uma estratégia deliberada da direita e afirmou que críticas ao governo são inevitáveis no contexto atual.

“A polarização não acontece por causa da gente. Eu não posso deixar de denunciar todos os malfeitos desse atual governo”, disse.

Segundo ele, a atuação política combinará críticas e construção de propostas. “A gente trabalha sempre dessa forma, fala a verdade e aí deixa o povo escolher qual é o caminho que deve ser seguido”.

O senador afirmou que o plano de governo ainda está em fase inicial. “Estamos na parte de elaboração de planos de governo, então a gente vai trazer propostas sem nenhuma pressa de antecipar nada”.

Sobre o desempenho em levantamentos eleitorais, Flávio Bolsonaro relativizou os resultados, mas apontou tendência de crescimento do campo conservador.

“Pesquisa é o retrato do momento. O que eu fico ali observando mais são as tendências”, disse. “É unânime em todas as pesquisas a tendência do nosso crescimento”.

Ele também defendeu a formação de uma ampla aliança política para a disputa de 2026. “A gente pode construir uma grande aliança para resgatar o Brasil com experiência e com energia”.

Base em MS e projeção nacional

Durante o encontro, o senador reforçou a importância de Mato Grosso do Sul na articulação política e citou lideranças locais como parte da base de apoio, entre elas o governador Eduardo Riedel (PP), o ex-governador e pré-candidato ao senado Reinaldo Azambuja (PL) e a senadora Tereza Cristina (PP).

Ele também comentou a formação de chapa, indicando que a escolha de vice será tratada com cautela. “Essa questão de vice não vai ser problema, pelo contrário, vai ser pensada com muita calma”, afirmou. “Ela foi a melhor ministra da agricultura que esse país já teve”, finalizou ao elogiar Tereza Cristina.

Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina em evento do Partido Liberal nesta sexta-feira (10)

Distanciamento de estilo

Ao final, Flávio Bolsonaro buscou reafirmar que vai trazer diferenças do estilo político do ex-presidente Jair Bolsonaro, embora mantenha alinhamento político.

“Todo mundo que tentou ser igual ao presidente Bolsonaro se deu mal. Eu não vou tentar ser igual a ele porque ele é inigualável”, disse. “Eu sou esse aqui, uma pessoa que gosta de conversar, olhando no olho e construir pontes com equilíbrio e olhar pra frente”.

A fala reforça a tentativa do senador de se apresentar como alternativa dentro do mesmo campo político, em meio ao avanço das articulações para a eleição presidencial de 2026.

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