Mato Grosso do Sul já contabiliza 2.102 casos confirmados de chikungunya em 2026, segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (10) pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES). Ao todo, o Estado soma 4.281 casos prováveis da doença até a 13ª semana epidemiológica.
De acordo com os dados registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 10 mortes por chikungunya foram confirmadas neste ano. Os óbitos ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim e Fátima do Sul. Entre as vítimas, cinco apresentavam comorbidades.
O boletim também aponta 43 casos confirmados da doença em gestantes, grupo considerado de maior risco para complicações.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya tem sintomas semelhantes aos da dengue, como febre alta e dores intensas nas articulações, podendo evoluir para quadros mais graves, especialmente em pessoas com doenças pré-existentes.
Dengue tem 454 casos confirmados
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul registra 2.793 casos prováveis em 2026, dos quais 454 foram confirmados. Até o momento, não há mortes confirmadas nem casos em investigação.
Segundo a SES, diversos municípios apresentaram baixa incidência da doença nas últimas duas semanas, entre eles Santa Rita do Pardo, Paraíso das Águas, Corumbá, Amambai, Maracaju, Três Lagoas e Dourados.
Apesar do cenário considerado controlado em parte do Estado, a circulação do vírus segue ativa, o que mantém o alerta das autoridades de saúde.
Vacinação avança, mas cobertura ainda preocupa
O boletim informa que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas na população-alvo em Mato Grosso do Sul. O Estado recebeu 241.030 doses do Ministério da Saúde.
A imunização é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações pela doença. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses.
A SES orienta que a população evite a automedicação e procure atendimento médico ao apresentar sintomas como febre, dores no corpo e mal-estar. A recomendação também inclui reforço nas medidas de prevenção, como eliminação de criadouros do mosquito transmissor.
O avanço dos casos de chikungunya, aliado à circulação da dengue, mantém o sistema de saúde em atenção neste início de ano, especialmente com a proximidade de períodos mais quentes e chuvosos, que favorecem a proliferação do vetor.
Com informações e imagem da Agência Brasil





















