A Prefeitura de Campo Grande iniciou uma nova estratégia para intensificar a fiscalização de terrenos baldios, em uma tentativa de enfrentar um problema recorrente na cidade: o descarte irregular de lixo e a falta de manutenção de áreas privadas, fatores que impactam diretamente a saúde pública.
A ação reúne diferentes secretarias municipais e amplia a presença de agentes nas ruas. A partir desta terça-feira (14), cerca de 350 agentes de controle de endemias passam a atuar também na fiscalização desses espaços, utilizando um sistema integrado para registrar ocorrências em tempo real.
Além do reforço nas equipes, a população passa a ter papel mais ativo no processo. Denúncias de terrenos com mato alto ou acúmulo de lixo podem ser feitas por meio do aplicativo +CG, que permite o envio de fotos e localização das áreas. As informações são analisadas e podem dar início a processos administrativos.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, a proposta é mudar o comportamento da população em relação à conservação dos imóveis. “Estamos apresentando uma força-tarefa nesse combate. Queremos que o cidadão entenda suas responsabilidades, se conscientize de que é um dever zelar pelo seu imóvel. A Prefeitura, de forma integrada e com o apoio da imprensa nessa divulgação, quer diminuir a incidência e também a proliferação de vetores. Além disso, passamos a tratar um problema histórico de forma inovadora, com uso de estrutura própria, tecnologia e apoio da sociedade, sem custos adicionais para o município”, afirmou.
A preocupação com os impactos na saúde também é central na iniciativa. O secretário municipal de Saúde, Marcelo Luiz Brandão Vilela, destacou que terrenos abandonados podem se tornar focos de doenças. “Do ponto de vista da saúde, os terrenos baldios são pontos críticos porque concentram lixo e acabam se tornando criadouros do Aedes aegypti, além de abrigar outros vetores e animais peçonhentos. Com essa ação integrada, nossas equipes passam a identificar e registrar esses locais em tempo real, agilizando o encaminhamento para limpeza, notificação dos responsáveis e eliminação dos focos. Isso fortalece a prevenção e nos ajuda a manter doenças como dengue e chikungunya sob controle, protegendo a saúde coletiva”, disse.
A gestão municipal afirma que a iniciativa também tem caráter educativo. Para o secretário da Secretaria Especial de Articulação Regional, Darci Caldo, o envolvimento da população é essencial para evitar o agravamento de problemas sanitários. “Não temos intenção punitiva. Queremos que a comunidade veja isso como um alerta de saúde pública. Não vamos esperar agravar a questão das doenças transmitidas pelos vetores. Envolver a sociedade é fundamental, todos devem zelar pela cidade”, declarou.
As denúncias feitas pelo aplicativo são encaminhadas para análise e podem resultar em notificações aos proprietários dos terrenos. Caso não haja regularização, medidas administrativas podem ser adotadas.
A força-tarefa envolve ainda outras pastas municipais, que atuam no encaminhamento das denúncias, ações de limpeza e organização das informações para ampliar a capacidade de resposta do poder público.
Com informações e imagem da Prefeitura de Campo Grande






















