Mais de 39 mil pessoas fizeram a formação sem custos desde dezembro de 2025; economia nacional já supera R$ 1,8 bilhão
Os moradores de Mato Grosso do Sul já economizaram mais de R$ 35,2 milhões desde a implantação da gratuidade do curso teórico para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), disponibilizado pela plataforma CNH do Brasil, do Ministério dos Transportes. Desde dezembro de 2025, 39.089 candidatos concluíram a etapa teórica sem custo no estado.
Antes da medida, o curso obrigatório custava, em média, R$ 901,99 em Mato Grosso do Sul. Com a nova política federal, o valor deixou de ser cobrado, reduzindo significativamente o custo da primeira habilitação e ampliando o acesso da população ao documento.
Os dados fazem parte de um levantamento divulgado pelo governo federal e mostram que, em todo o país, os brasileiros já economizaram cerca de R$ 1,84 bilhão com a gratuidade da formação teórica.
Entre os estados com maior volume de economia estão Minas Gerais, com R$ 269,6 milhões; São Paulo, com R$ 225,3 milhões; Bahia, com R$ 217,9 milhões; e Rio Grande do Sul, com R$ 171,5 milhões. Mato Grosso do Sul aparece entre os estados com maior custo médio anterior do curso teórico, ultrapassando R$ 900 por candidato.
O levantamento aponta ainda que São Paulo lidera em número de cursos realizados gratuitamente, com 666.388 formações concluídas desde o lançamento da plataforma. Minas Gerais aparece em seguida, com 246.104, enquanto a Bahia soma 213.715 cursos gratuitos.
Segundo o Ministério dos Transportes, a proposta busca reduzir burocracias e democratizar o acesso à habilitação, especialmente para pessoas de baixa renda e trabalhadores que dependem da CNH para ampliar oportunidades de emprego.
Além da gratuidade do curso teórico, o governo federal promoveu mudanças em outras etapas do processo de habilitação. Entre elas estão a redução da carga horária mínima de aulas práticas, a autorização para atuação de instrutores autônomos credenciados e a definição de teto máximo de R$ 180 para exames médico e psicológico.
Com as alterações, o custo total para obtenção da primeira habilitação nas categorias A e B caiu em todo o país. Antes, em alguns estados, o processo completo chegava a R$ 4,9 mil. Atualmente, os valores variam entre R$ 810 e R$ 1,6 mil, dependendo da unidade federativa.
O processo passou a ser concentrado no aplicativo CNH do Brasil, disponível para celulares Android e iOS. Pelo sistema, o candidato consegue abrir o requerimento da primeira habilitação, acompanhar as etapas do processo, realizar o curso teórico gratuito e acessar posteriormente a versão digital da carteira.
Ao acessar a plataforma com a conta gov.br, o usuário escolhe a categoria desejada — carro, moto ou ambas — e define o estado onde realizará exames e emissão do documento.
O curso teórico digital reúne conteúdos sobre legislação de trânsito, direção defensiva, primeiros socorros e educação ambiental. Após a conclusão, o certificado é integrado automaticamente ao Sistema Nacional de Trânsito.
Na sequência, o candidato agenda o exame teórico junto ao Detran. A prova possui 30 questões de múltipla escolha e exige acerto mínimo de 20 respostas para aprovação.
Depois da etapa teórica, o aluno inicia o curso prático com autoescolas ou instrutores credenciados. A aprovação no exame de direção garante a emissão da Permissão para Dirigir (PPD), válida por um ano.
Segundo o governo federal, a versão digital da habilitação fica disponível diretamente no aplicativo e possui a mesma validade jurídica da CNH impressa.
A expectativa do Ministério dos Transportes é ampliar ainda mais o alcance da plataforma ao longo de 2026, especialmente em estados com menor índice de habilitação entre jovens e população de baixa renda.
Com informações do Governo Federal
























