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Setor de serviços lidera geração de vagas; Nordeste e Norte registram os maiores crescimentos proporcionais do país

O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2025 com quase 60 milhões de vínculos formais ativos, impulsionado principalmente pelo avanço do setor de serviços e pela expansão das contratações no setor público. Dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o país criou 2.838.789 empregos formais no último ano, elevando em 5% o total de trabalhadores com carteira assinada em relação a 2024.

Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o Brasil chegou a 59.970.945 vínculos formais ativos, considerando empregos no setor privado, administração pública, organizações sem fins lucrativos e contratos vinculados a pessoas físicas.

O número de estabelecimentos também cresceu. O país passou de 4,7 milhões para 4,8 milhões de empresas e instituições registradas, avanço de 2,1% no período.

Durante a apresentação dos dados em Brasília, o ministro Luiz Marinho afirmou que os números refletem um cenário positivo para a economia brasileira, mesmo em meio ao ambiente de juros elevados.

“Apresentamos recentemente o menor índice de desemprego da história. Estamos num momento bom, apesar dos juros altos. Estamos no rumo certo”, declarou.

O setor privado concentrou a maior parte dos empregos formais do país, com 40 milhões de vínculos, o equivalente a 66,8% do total. Já a administração pública respondeu por 14,1 milhões de empregos, representando 23,6% do mercado formal.

As organizações sem fins lucrativos somaram quase 4 milhões de vínculos, enquanto contratos com pessoas físicas e outras organizações representaram 0,6% do total.

Os dados mostram ainda crescimento expressivo do emprego celetista. Segundo o ministro, desde 2023 o país acumulou mais de 7,8 milhões de novas vagas formais, com destaque também para o aumento das contratações em governos estaduais, municipais e federal.

“Há um crescimento importante no setor público pela realização de novos concursos públicos”, afirmou Luiz Marinho.

O setor de serviços foi o principal motor da geração de empregos em 2025. Sozinho, respondeu por mais de 2,4 milhões de novos vínculos, alta de 7,2% em comparação com o ano anterior.

Dentro desse segmento, a administração pública apresentou o crescimento mais intenso, com expansão de 15,2% e criação de quase 1,5 milhão de empregos. Municípios lideraram esse avanço, seguidos pelos governos estaduais.

Também houve aumento relevante nas áreas de educação e saúde humana.

Com isso, o setor de serviços alcançou estoque de 35,6 milhões de empregos formais, mantendo ampla liderança sobre os demais segmentos da economia.

O comércio aparece na sequência, com 10,4 milhões de vínculos ativos, seguido pela indústria, com 9 milhões, construção civil, com 2,9 milhões, e agropecuária, com 1,8 milhão.

Regionalmente, Nordeste e Norte registraram os maiores crescimentos proporcionais do país, ambos com expansão de 10,1% no número de empregos formais.

O Nordeste criou mais de 1 milhão de vagas no período, enquanto o Norte adicionou cerca de 355 mil vínculos. O Centro-Oeste também apresentou desempenho acima da média nacional, com crescimento de 5,7%.

Apesar do avanço em todas as regiões, o Sudeste segue concentrando quase metade dos empregos formais do país, com 47,4% do total.

Entre os estados, o Amapá liderou o crescimento proporcional, com alta de 20,5% no estoque de empregos formais. Também tiveram destaque Piauí, Alagoas e Paraíba.

Em números absolutos, São Paulo registrou a maior criação de vagas, com mais de 357 mil novos vínculos. Bahia, Minas Gerais e Ceará aparecem logo em seguida entre os estados com maior expansão do mercado formal de trabalho.

Os dados reforçam a recuperação do emprego no país e indicam fortalecimento da atividade econômica em setores ligados ao consumo, serviços públicos e infraestrutura.

Com informações e imagem do Governo Federal

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