ICEC chegou a 90,4 pontos em outubro; apesar do pessimismo, 60,8% dos empresários pretendem ampliar o quadro de funcionários
A confiança dos empresários do comércio de Campo Grande caiu 1,4% em outubro e chegou a 90,4 pontos, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Com o resultado, o indicador permanece abaixo dos 100 pontos pelo 11º mês consecutivo, faixa que representa pessimismo.
Em setembro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) havia registrado 91,7 pontos. Na comparação com outubro de 2025, quando marcou 101,9 pontos, a retração foi de 11,3%. Os dados foram analisados pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS).
A queda também foi registrada no cenário nacional. O ICEC brasileiro passou de 100,2 pontos em setembro para 98 pontos em outubro, recuo de 2,2%. Com isso, o indicador voltou à faixa de pessimismo após três meses acima dos 100 pontos. Em Campo Grande, a confiança ficou 7,6 pontos abaixo da média nacional.
Empresários mantêm expectativa de melhora nos negócios
Apesar da avaliação negativa do cenário atual, as expectativas para os próximos meses continuam na faixa de otimismo. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) marcou 115,6 pontos em outubro, embora tenha recuado 2,2% em relação a setembro e 12,6% na comparação anual.
A avaliação mais positiva está relacionada ao desempenho das próprias empresas. O indicador chegou a 134,3 pontos, e 74,3% dos entrevistados esperam melhora nos resultados dos negócios.
A expectativa para o comércio em geral ficou em 114,1 pontos. Nesse caso, 63,2% dos empresários projetam um cenário mais favorável para o setor.
Já a percepção sobre a economia brasileira permanece abaixo da linha de otimismo. O índice correspondente marcou 98,5 pontos. Embora 52,6% dos entrevistados acreditem em melhora da economia, 47,4% esperam uma piora no cenário nacional.
Seis em cada dez empresários pretendem contratar
A intenção de contratar funcionários é um dos indicadores positivos da pesquisa. O índice chegou a 115,4 pontos e permaneceu praticamente estável em relação a setembro.
Segundo o levantamento, 60,8% dos empresários pretendem ampliar o quadro de funcionários nos próximos meses. O movimento está relacionado à preparação do comércio para o aumento da demanda no período de fim de ano.
A disposição para investir, por outro lado, segue mais baixa. O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) ficou em 99 pontos, resultado 6% inferior ao de outubro de 2025.
O indicador de investimento das empresas marcou 88,3 pontos. Entre os entrevistados, 56,3% afirmaram que pretendem investir menos, enquanto 43,7% planejam ampliar os investimentos.
Em relação aos estoques, 60,6% consideram os níveis adequados. Outros 22,8% avaliam que estão acima do necessário e 16,2% dizem que estão abaixo do ideal. O indicador de adequação dos estoques ficou em 93,4 pontos.
Semiduráveis é o único segmento com otimismo
Entre os segmentos do comércio, apenas o de bens semiduráveis registrou índice acima de 100 pontos em Campo Grande. O setor, que reúne lojas de roupas, calçados e acessórios, alcançou 100,7 pontos, alta de 5,2% em relação a setembro.
O comércio de bens não duráveis, que inclui supermercados, farmácias e produtos de consumo cotidiano, apresentou o menor índice, com 84,9 pontos. Já o segmento de bens duráveis marcou 89,3 pontos. Ambos permanecem na faixa de pessimismo.
A pesquisa também identificou diferenças conforme o porte das empresas. Os estabelecimentos com até 50 funcionários registraram 90,5 pontos, enquanto os que têm mais de 50 empregados chegaram a 86,7 pontos.
O resultado difere do cenário nacional, onde as empresas de maior porte apresentam níveis de confiança superiores aos dos negócios menores.
Avaliação das condições atuais segue negativa
O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), que mede a percepção sobre a economia, o setor e as próprias empresas, ficou em 56,5 pontos em outubro.
Como o indicador permanece bem abaixo dos 100 pontos, o resultado aponta uma avaliação negativa das condições atuais pelos empresários.
O ICEC varia de zero a 200 pontos. Resultados acima de 100 indicam otimismo, enquanto pontuações inferiores representam pessimismo. O levantamento da CNC considera a percepção dos empresários do comércio varejista sobre as condições presentes, as expectativas para os próximos meses e a disposição para investir.


















