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O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2025 com taxa de desemprego de 7%, informou nesta quarta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é o menor já registrado para o período entre janeiro e março desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.

Apesar de representar uma alta em relação ao trimestre imediatamente anterior (6,2% até dezembro de 2024), o número é inferior ao mesmo período do ano passado (7,2%), o que sinaliza uma melhora no cenário de longo prazo do mercado de trabalho.

A elevação em relação ao fim de 2024 é atribuída ao aumento de 13,1% no número de pessoas em busca de ocupação, o equivalente a 891 mil indivíduos a mais. Ao todo, 7,7 milhões de brasileiros procuravam trabalho no período analisado. Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, houve queda de 10,5% nesse grupo.

No recorte por setores, o levantamento mostra que a queda na ocupação foi mais significativa nas seguintes áreas:

  • construção (menos 397 mil pessoas);
  • alojamento e alimentação (menos 190 mil);
  • administração pública, educação e saúde (menos 297 mil);
  • serviços domésticos (menos 241 mil).

No total, o mercado de trabalho registrou 1,3 milhão de pessoas a menos ocupadas em comparação com o trimestre anterior. Apesar disso, o número de trabalhadores com carteira assinada permaneceu estável, totalizando 39,4 milhões — o maior número já registrado.

O rendimento médio real do trabalhador também bateu novo recorde, atingindo R$ 3.410 no trimestre, acima do registrado em fevereiro (R$ 3.401). O valor considera o desconto da inflação.

A massa de rendimentos — soma de todos os salários — ficou em R$ 345 bilhões, próximo ao recorde de R$ 345,2 bilhões registrado no último trimestre de 2024.

A taxa de informalidade caiu para 38%, o menor patamar desde o terceiro trimestre de 2020, quando também havia marcado esse índice. A menor taxa registrada foi de 36,5% no segundo trimestre de 2020.

A Pnad Contínua considera como desocupadas apenas as pessoas que estão ativamente procurando emprego. Aqueles que não trabalham e tampouco buscam uma vaga são classificados como inativos e não entram no cálculo da taxa de desemprego.

Com informações e imagem da Agência Brasil

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