Apresentação marcou estreia da Capital em grandes turnês internacionais e expôs limitações na infraestrutura de acesso ao autódromo
O show da banda Guns N’ Roses, realizado na noite de quinta-feira (9), no Autódromo Internacional de Campo Grande, reuniu cerca de 35 mil pessoas e marcou a entrada da Capital no circuito de grandes turnês internacionais. O evento também gerou impacto econômico estimado em mais de R$ 33 milhões, segundo a organização.
Apesar dos números expressivos e da estrutura considerada de padrão internacional, o evento foi marcado por críticas, principalmente relacionadas ao trânsito e ao acesso ao local.
De acordo com a organização, o planejamento do evento foi realizado ao longo de aproximadamente três meses, com participação de órgãos como Polícia Rodoviária Federal (PRF), Detran e Agetran. A produção afirma que todas as exigências operacionais foram cumpridas, incluindo estrutura interna, segurança e fluxos de entrada.
Os portões foram abertos às 15h59, um minuto antes do previsto. Ainda assim, o principal ponto de tensão se concentrou no acesso ao autódromo, especialmente na BR-262, onde houve congestionamento intenso. A via, de pista simples, concentrou o deslocamento simultâneo de milhares de veículos.
O atraso de cerca de uma hora e meia para o início da apresentação, conforme a organização, foi uma medida adotada para permitir a entrada de parte do público que ainda enfrentava dificuldades no trajeto.
Internamente, o evento transcorreu dentro da normalidade, segundo a produção.
Impacto econômico e estrutura
Além do público expressivo, o evento teve reflexos diretos na economia local. A rede hoteleira registrou cerca de 86% de ocupação, com aproximadamente 30% dos participantes vindos de fora de Mato Grosso do Sul, incluindo visitantes de países vizinhos.
A movimentação também atingiu bares, restaurantes, transporte por aplicativo e o comércio em geral. A estimativa é de que cerca de 1.500 empregos temporários tenham sido gerados.
A estrutura montada é considerada uma das maiores já vistas na região, com mais de 800 toneladas de equipamentos, 66 carretas envolvidas e cerca de 2.800 profissionais atuando nas etapas de montagem, execução e desmontagem.
Críticas e desafio estrutural
O congestionamento registrado na BR-262 foi reconhecido pela organização, que atribuiu o problema à limitação da capacidade da via para suportar o volume de público. Segundo a nota oficial, a gestão do trânsito em rodovias federais e vias urbanas é responsabilidade dos órgãos públicos, e não da organização privada do evento.
A realização do show, por outro lado, evidenciou um desafio já conhecido da Capital: a necessidade de investimentos em mobilidade e infraestrutura para suportar eventos de grande porte. A organização destacou que Campo Grande demonstrou potencial para receber grandes espetáculos, mas que o avanço em planejamento urbano e logística será essencial para consolidar esse novo posicionamento.





















