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Gustavo Vicente

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A notícia da taxação de até 50% sobre produtos agropecuários brasileiros pegou muita gente de surpresa. Exportadores, indústrias, importadoras e até consumidores americanos tentam agora entender o real impacto da medida, que entra em vigor no dia 1º de agosto.

Mas se o momento exige atenção, ele também abre espaço para ação e reinvenção.

É justamente nas crises que o agronegócio brasileiro mais demonstrou sua resiliência. E agora, não será diferente. O setor já viveu inflação, embargo sanitário, seca, pandemia, e sempre encontrou uma forma de continuar crescendo. Por quê? Porque sabe se adaptar.

Diante da nova tarifa, a melhor resposta é virar o leme com estratégia, tecnologia e inteligência comercial.

A oportunidade de olhar para dentro

Por décadas, o foco das exportações foi externo. Mas com o novo cenário, o Brasil tem a chance de olhar para o mercado interno com mais carinho e visão estratégica.

A carne brasileira, por exemplo, é referência mundial. E se parte da produção não for mais absorvida pelos Estados Unidos, há uma nova possibilidade de reposicioná-la para consumidores brasileiros e para novos mercados na América Latina, África e Ásia.

A chave está em comunicar valor, ampliar a presença digital e construir canais próprios de venda.

O agro conectado é mais forte

Hoje, ferramentas como tráfego pago, anúncios segmentados e automação comercial permitem que produtores e indústrias dialoguem diretamente com quem compra — seja um supermercado, uma hamburgueria, um distribuidor ou até o consumidor final.

Com um celular na mão e uma campanha bem feita, é possível atingir públicos qualificados, abrir novos canais de venda e manter o giro da produção.

Mais do que nunca, o agro precisa mostrar sua cara, contar sua história e valorizar o que produz. E isso se faz com estratégia digital, com campanhas bem direcionadas e com posicionamento de marca forte.

Uma indústria que não para

A reorganização já começou. O redirecionamento de cargas, as reuniões com novos parceiros comerciais e as estratégias de diversificação mostram que o agro não está paralisado — está se movendo.

E neste movimento, o marketing tem papel fundamental: trazer visibilidade, gerar relacionamento e manter a confiança do mercado.

Essa crise vai passar. E quem investir em marca, presença e inteligência agora, vai sair na frente quando a tempestade acalmar.

Plantar esperança é estratégia

A decisão unilateral dos EUA é um obstáculo. Mas não é o fim da linha. É apenas um novo ponto de partida.

O agro brasileiro já mostrou que é gigante no campo. Agora, é hora de ser gigante também na comunicação.

A boa notícia é que as ferramentas estão aí. O produtor que entender isso e agir rápido vai colher mais do que nunca: vai colher independência, reputação e novos mercados.

Os artigos publicados são de responsabilidade dos colunistas e não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Total News

Foto de Gustavo Vicente

Gustavo Vicente

Atua há mais de 13 anos com Comunicação Institucional e Reputação. Jornalista, escreve sobre o impacto real da Inteligência Artificial na comunicação, na tomada de decisão e na gestão de crises. Defende o uso da tecnologia com método, responsabilidade e critério institucional. | @gustavo.nv

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