Nesta quinta-feira (10), o Brasil celebra uma paixão nacional: o Dia da Pizza. A data foi criada em 1985 pelo então secretário de turismo de São Paulo, Caio Luiz de Carvalho, durante um concurso que elegeu as melhores pizzas marguerita e mussarela da cidade. O sucesso foi tanto que a celebração virou oficial e, desde então, a redonda conquistou espaço definitivo no imaginário e no cardápio do brasileiro.
E há motivos para comemorar. Segundo o estudo da Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra) o Brasil é hoje o maior consumidor de pizza da América Latina, com cerca de 5,8 quilos por pessoa ao ano e impressionantes 3,8 milhões de unidades consumidas diariamente. Só a cidade de São Paulo, considerada por muitos como a “capital mundial da pizza fora da Itália”, produz cerca de 1 milhão de pizzas por dia.
Mas o movimento não se restringe aos grandes centros. Mato Grosso do Sul também entra no radar da produção acelerada, o estado conta com 579 pizzarias ativas, com um crescimento de 12,21% em 2024. Segundo dados do estudo anual do mercado da Apubra divulgado nesta quarta-feira (9), o estado fabrica 39.951 unidades de pizza por dia. Essa produção local reforça a força do setor e mostra que o amor pela pizza é genuinamente nacional.
De um programa de domingo à noite, a pizza se transformou em hábito cotidiano. Com borda recheada, fermentação lenta, sabores veganos e muita criatividade, ela se adaptou a todos os gostos. Dados da Kantar mostram que o consumo fora de casa cresceu 2,1% em 2023, mas é dentro de casa que a geração Z tem feito história, o consumo entre jovens de 18 a 29 anos aumentou 31% no último ano. E a praticidade dita o ritmo, hoje, o WhatsApp rivaliza com os apps de delivery como canal de pedidos.
Esse comportamento ágil também movimenta o mercado: só em 2023, mais de 3.500 novas pizzarias foram abertas no país, 92% operaram com lucro, de acordo com levantamento da Apubra e da consultoria Galunion.
Mas a pizza vai além dos números. É prato da partilha, do “meio a meio”, da conversa em volta da mesa. Talvez por isso tenha se tornado tão simbólica, um espaço de diversidade, onde doce de leite e estrogonofe podem coexistir com calabresa ou quatro queijos. E enquanto ganha espaço em restaurantes de alta gastronomia, com farinhas orgânicas e fornos a lenha, mantém sua essência acolhedora.
A celebração de 10 de julho vai além da gastronomia: ela revela o comportamento do consumidor, a capacidade de reinvenção dos pequenos negócios e a permanência de um hábito que é puro conforto. Em Mato Grosso do Sul, no Sudeste ou no Norte, a pizza continua unindo pessoas, lares e sabores.
Seja em pedaços triangulares, quadrados ou com a mão mesmo, uma coisa é certa: quando a pizza chega, a vontade de comer fala mais alto.
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