“E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade” (Marcos 9:24)
Uma das companhias mais indesejáveis da Fé, é a incredulidade, pois onde uma está, a outra não pode estar.
Mas infelizmente, a incredulidade insiste em perseguir a fé e persiste em tentar se mostrar mais humana, diante dos desafios da fé.
Aliás, a incredulidade é a própria falta de fé e é o último gargalo impeditivo da fé, porque sucede o medo e a dúvida.
A equação: Medo + Dúvida = Incredulidade, subtrai da pessoa a fé e ao mesmo tempo, multiplica angústia e divide a amargura ao redor.
Tomemos, por exemplo, mais uma vez, uma doença, que ainda tem sido um grande desafio para muitas pessoas.
Ao descobri-la, o primeiro sentimento que acomete a pessoa é o medo. Medo de não saber lidar com a doença, medo das reações que ela provoca. Medo do tratamento, medo da dor e principalmente medo da morte.
Em seguida, vem a dúvida: posso experimentar a cura, mas se não acontecer? Dúvidas em relação ao melhor tratamento, dúvida em relação a melhor droga a ser usada, dúvida se o hospital é o melhor possível e outras…..
Diante destes dois primeiros emissários, o medo e a dúvida, vem então, como resposta e falsa solução que é a incredulidade.
Ela se apresenta, como se fosse a solução mais natural, pois traz consigo o argumento: afinal somos humanos e é “natural” que tenha medo e dúvida e não se consiga exercitar a fé.
A incredulidade só pode ser combatida com a fé.
O remédio único para se vencer a incredulidade é combate-la com doses diárias e generosas de fé.
Nosso Estudo de Caso de hoje é exatamente de alguém que experimentou esta terrível equação e quase sucumbiu diante do tremendo obstáculo, mas a tempo recobrou a fé e venceu o medo e a dúvida, enxotando para longe a incredulidade.
O episódio bíblico, narrado no Evangelho de Marcos, capítulo nove, versículos de quatorze a vinte e nove, mostra um pai desesperado com um filho possesso de um espirito mal, que fazia gato e sapato do rapaz, tentando afoga-lo ou as vezes queimá-lo e por fim caia na terra espumando e quase sendo sufocado por suas próprias excreções .
O quadro era tão dramático, que os Apóstolos de Jesus não puderam resolver.
Aquele pai então, desesperado, confessa a Jesus seu medo, suas dúvidas e por fim sua incredulidade e pede: “Ajuda-me na minha falta de fé”
Ao confessar que não tinha mais fé, aquele homem, sem o saber recebeu de Jesus uma tremenda resposta e como se fosse uma resposta à equação acima, eu entenderia a resposta de Jesus, como sendo: Até para ter fé, é preciso ter fé.
O Homem pediu que Jesus, se pudesse, o ajudasse em sua falta de fé e Jesus respondeu: “Tudo é possível ao que crê”
Em outras palavras, mesmo com medo, mesmo com dúvida e mesmo em face da incredulidade, é preciso exercitar a fé, tendo fé, quando tudo diz não para a fé.
Jesus afirmou que TUDO é possível a quem tem fé.
Concluo, dizendo a quem passa por lutas profundas e que as vezes se envergonha de ter medo, dúvida ou falta de fé, que não se envergonhe e nem se entristeça por aparentemente não ter fé.
O segredo daquele pai aflito é que mesmo experimentando a malfadada equação de Medo+Dúvida=Incredulidade, ele confessou ao Senhor e diante do apelo do Mestre para que ele expressasse sua fé, apesar de não senti-la, recebeu o seu milagre.
Sugiro que você tenha a mesma humildade e disposição do pai alfito e possa orar: “Eu tenho fé, ajuda-me na minha increulidade”
Uma boa semana para você!