O Governo Federal anunciou neste fim de semana a criação da plataforma de streaming Tela Brasil, um serviço gratuito dedicado exclusivamente à exibição de produções audiovisuais nacionais. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Ministério da Cultura e a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e tem como objetivo ampliar o acesso do público ao cinema e às séries brasileiras.
Inicialmente divulgada como lançada no sábado (17), a informação foi esclarecida pelo Ministério da Cultura (MinC) neste domingo (18). Em nota, a pasta informou que a plataforma ainda está em fase final de testes e que o lançamento oficial está previsto para o primeiro trimestre de 2026. De acordo com o ministério, “não procede a informação de que o serviço já estaria disponível”, e tanto a plataforma quanto os aplicativos para Android e iOS ainda passam por ajustes antes de serem disponibilizados ao público.
A proposta do Tela Brasil é funcionar como um serviço público de vídeo sob demanda, reunindo centenas de conteúdos nacionais, como curtas, médias e longas-metragens, além de séries, documentários e animações. O acesso deverá ser gratuito e integrado à conta gov.br, sistema já utilizado em outros serviços digitais do Governo Federal.
Na avaliação do MinC, a plataforma representa um avanço na política cultural voltada ao audiovisual. “A iniciativa de difusão do audiovisual representa um avanço estratégico para a valorização da cultura brasileira, o fortalecimento do setor e a democratização do acesso às obras produzidas no país”, afirmou o ministério. A nota também destaca que a repercussão positiva em torno do anúncio “demonstra o orgulho e o desejo da sociedade brasileira de acessar sua cultura”. Segundo a pasta, as informações oficiais sobre a data de lançamento e a ampliação do acesso para diferentes dispositivos serão divulgadas em breve pelos canais institucionais.
A criação do Tela Brasil ocorre em um momento de maior visibilidade do cinema nacional no cenário internacional, impulsionado por produções como Ainda Estou Aqui, O Último Azul e O Agente Secreto. A expectativa do governo é que a plataforma funcione como uma nova vitrine para o audiovisual brasileiro, ampliando o alcance das obras e facilitando o acesso do público a conteúdos produzidos no país.
*Informações: Agência Brasil
*Imagem: Alile Dara Onawale/Sony Pictures




















