O valor mínimo dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a ser de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro, após reajuste de 6,79%. O novo piso previdenciário acompanha a atualização do salário mínimo e beneficia cerca de 21,9 milhões de segurados em todo o país.
Segundo dados do governo federal, os benefícios de até um salário mínimo correspondem a aproximadamente 62,5% do total de 35,15 milhões de benefícios pagos pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS). O impacto estimado do reajuste ao longo de 2026 é de R$ 30,7 bilhões. Cada real de aumento no salário mínimo gera impacto de cerca de R$ 298,1 milhões nas despesas do Fundo do Regime Geral de Previdência Social (FRGPS). O cálculo não inclui benefícios assistenciais, como o BPC/Loas.
O aumento do piso previdenciário não altera os valores dos benefícios acima do mínimo. Esses pagamentos serão reajustados de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. O índice de dezembro será divulgado pelo IBGE no próximo dia 9.
Para segurados que se aposentaram ou passaram a receber pensão ou auxílio ao longo de 2025, o reajuste será proporcional, considerando a variação do INPC desde o mês de concessão do benefício até o fim do ano.
Calendário de pagamento
Os pagamentos com o novo valor começam a ser feitos a partir do dia 26 de janeiro e seguem até 6 de fevereiro. A data exata depende do número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador após o traço.
Os beneficiários podem consultar as informações pelo site ou aplicativo Meu INSS. Após o login, é possível acessar o serviço “Extrato de Pagamento” e verificar os detalhes do benefício. Quem não tem acesso à internet pode ligar para a Central 135, informando o CPF e confirmando dados cadastrais para evitar fraudes.
De acordo com o Ministério da Previdência, o reajuste busca preservar o poder de compra dos segurados que recebem o piso previdenciário, em um contexto de atualização anual do salário mínimo.
Com informações e imagem do Governo Federal


















