A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) mapeou em 2025 até 8 milhões de usuários de serviços piratas de TV por assinatura no Brasil. O levantamento faz parte da intensificação das ações de combate à pirataria digital, que resultaram na apreensão de mais de R$ 166 milhões em equipamentos usados na oferta clandestina de IPTV e TV paga no país.
Segundo a agência, as estimativas foram feitas a partir da combinação de dados de infraestrutura técnica, análises econômicas, pesquisas amostrais e comparação com o mercado legal. De forma recorrente, entre 4 milhões e 6 milhões de pessoas utilizam IPTV pirata. O número sobe para 7 a 8 milhões quando considerados usuários eventuais ou compartilhamento de acessos.
As operações são coordenadas pela Anatel, vinculada ao Ministério das Comunicações, com apoio de órgãos de fiscalização e segurança. Entre os principais alvos estão aparelhos não homologados usados para acesso ilegal a canais pagos, como Smart TV Boxes, além de equipamentos de radiação restrita e carregadores de bateria irregulares.
De acordo com a agência, o impacto econômico é expressivo. O mercado legal deixa de faturar entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões por ano, considerando uma base de 4 a 6 milhões de usuários que deixam de pagar uma assinatura média mensal entre R$ 70 e R$ 100.
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a pirataria vai além do prejuízo financeiro. “A prática expõe os usuários a vulnerabilidades digitais, como vazamento de dados e ataques cibernéticos, além de provocar perdas na arrecadação de impostos que poderiam ser direcionados a políticas públicas”, afirmou.
A Anatel também alerta que muitos dispositivos usados para IPTV ilegal não passam por certificação técnica, o que aumenta riscos de segurança, interferências em redes e falhas elétricas. Além disso, parte desses equipamentos pode conter softwares maliciosos capazes de capturar informações dos usuários.
Segundo o órgão, o consumo de produtos ilegais enfraquece o ambiente de negócios no setor de telecomunicações, gera insegurança jurídica e reduz a atração de investimentos. O impacto chega à cadeia produtiva, com perda de postos de trabalho em áreas como engenharia, atendimento e operação.
As ações de fiscalização devem continuar ao longo de 2026, com foco no bloqueio de sinais, retirada de equipamentos do mercado e cooperação com plataformas digitais para reduzir a oferta de serviços clandestinos no país.
Com informações e imagem do Governo Federal



















