COMPARTILHE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que as forças americanas realizaram um ataque militar em larga escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores. Segundo Trump, o casal foi retirado do país, mas o destino não foi informado.

Em publicação nas redes sociais, Trump declarou que a operação teria atingido Caracas e outras cidades por vias aérea e terrestre. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, afirmou.

O presidente norte-americano disse ainda que a ação foi conduzida em conjunto com forças de segurança dos EUA e anunciou a realização de uma coletiva de imprensa para detalhar a operação. “Esta operação foi realizada em conjunto com as forças policiais dos EUA. Mais detalhes em breve. Haverá uma coletiva de imprensa hoje, às 11h, em Mar-a-Lago. Obrigado pela atenção!”, escreveu.

Do lado venezuelano, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, rejeitou a presença de tropas estrangeiras no país e classificou a ofensiva como “vil e covarde”. O governo acionou a defesa nacional e pediu apoio internacional.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo não sabe o paradeiro de Maduro nem de Cilia Flores e exigiu dos Estados Unidos provas de vida do casal. Em pronunciamento exibido pela TV estatal, ela denunciou bombardeios na capital e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira, com mortes de civis.

Segundo Rodríguez, o presidente venezuelano já havia alertado a população sobre a possibilidade de um ataque dessa natureza. Em resposta, forças militares e civis teriam recebido instruções para atuar na defesa do país. “O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), o povo venezuelano organizado em milícias e agências de segurança cidadã, em perfeita integração policial, militar e cívico-militar, receberam instruções para defender a pátria”, afirmou.

Rodríguez disse ainda que a Venezuela não aceitará interferência externa e classificou a ofensiva como parte de uma estratégia para desestabilizar a região. Organizações como a Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade (REDH) e a Coalizão Resposta condenaram a operação, apontando violação da Carta das Nações Unidas e pedindo a mobilização internacional.

Operação militar e contexto

De acordo com informações divulgadas pela rede norte-americana CBS News, que cita um oficial do Exército dos EUA, a captura de Maduro teria sido realizada por equipes da Força Delta, unidade de elite de operações especiais do Exército americano. A Força Delta atua em missões de contraterrorismo, resgate de reféns e ações diretas contra alvos considerados de alto valor.

Testemunhas relataram explosões, colunas de fumaça e o sobrevoo de aeronaves em Caracas por cerca de 90 minutos. Em algumas regiões, houve interrupção no fornecimento de energia elétrica. A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA proibiu voos de aeronaves americanas no espaço aéreo venezuelano, citando riscos à segurança.

Acusações e reações internacionais

O ataque ocorre em meio a acusações antigas do sistema judicial dos Estados Unidos contra Nicolás Maduro. Em 2020, o governo americano acusou o líder venezuelano de narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, alegando que ele comandaria o chamado “Cartel de los Soles”. Maduro negou as acusações e já havia pedido apoio de organismos internacionais em outras ocasiões.

O ataque dos Estados Unidos à Venezuela provocou reações divergentes no cenário internacional. A Rússia classificou a ação como um “ato de agressão armada”, enquanto Cuba descreveu o ataque como criminoso. A Colômbia manifestou preocupação com a segurança de civis e o Chile pediu uma saída pacífica para a crise.

Na Argentina, o presidente Javier Milei comemorou a ação. A União Europeia cobrou moderação e respeito ao direito internacional. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência no Itamaraty para avaliar a situação.

A Venezuela solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para denunciar o que considera uma violação de sua soberania nacional.

Foto de capa: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com informações de: Agência Brasil e Telesur

Os comentários a seguir não representam a opinião do Portal Total News

Deixe um comentário

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Total News MS

AD BLOCKER DETECTED

Indicamos desabilitar qualquer tipo de AdBlocker

Please disable it to continue reading Total News MS.