Mato Grosso do Sul é o primeiro estado do país a efetivar a produção de absorventes dentro do sistema prisional, como parte do Programa Dignidade Menstrual. A iniciativa busca atender mulheres privadas de liberdade e também aquelas em situação de vulnerabilidade social.
O programa é desenvolvido pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e integra um projeto da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). As primeiras unidades beneficiadas são o Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande, e o Estabelecimento Penal Feminino de Rio Brilhante, onde 17 internas foram capacitadas para a produção.
A coordenadora-geral de Cidadania e Alternativas Penais da Senappen, Cíntia Rangel Assumpção, destacou que Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado a implementar o programa. “O trabalho desenvolvido na compra da matéria-prima e na organização da produção está servindo de modelo para outros estados, como o Rio de Janeiro”, afirmou.
O estado recebeu quatro kits de maquinário para a fabricação dos absorventes, incluindo esterilizadora, datadora, mesa de corte e uma máquina especializada para o manuseio da manta acrílica. O plano prevê a ampliação das oficinas para presídios femininos de Corumbá e Ponta Porã, além da inclusão de unidades masculinas em uma fase futura.
Além do uso interno nos presídios, a Agepen busca parcerias com prefeituras para distribuir os absorventes a comunidades carentes. Em Rio Brilhante, a Secretaria Municipal de Educação fornece insumos para a produção, e os produtos são encaminhados a escolas, hospitais, postos de saúde e instituições assistenciais.
A produção local já abastece também unidades prisionais que ainda não iniciaram suas próprias oficinas, como Ponta Porã e Jateí, que receberam lotes fabricados no presídio de Rio Brilhante. Segundo a Agepen, a implantação do programa aprimorou a qualidade dos absorventes, com a padronização das embalagens e processos de esterilização.
Com informações e imagem do Governo de Mato Grosso do Sul