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Tenho visto muita gente tratar o Manus como se fosse o “juízo final” do marketing digital. Como se uma nova ferramenta de automação fosse apertar um botão e, pronto, milhares de profissionais se tornassem obsoletos da noite para o dia.

Calma.

Ferramenta nenhuma acaba com profissão estruturada em valor real. Mas toda ferramenta expõe profissão construída só em execução.

O Manus (assim como a automação cada vez mais agressiva dentro da Meta) faz campanhas rodarem com menos intervenção humana. Ajusta orçamento. Testa variações. Analisa dados. Aprende padrões. E faz isso numa velocidade que nenhum operador consegue competir.

Se o trabalho do gestor de tráfego se resume a configurar campanha e acompanhar métrica, a pressão é inevitável. Porque a máquina executa melhor, mais rápido e sem cobrar hora.

O mesmo vale para o social media que apenas publica conteúdo. Hoje, qualquer sistema gera legenda, sugere calendário, adapta formato e replica tendência. Publicar deixou de ser diferencial.

Mas aqui está o ponto que pouca gente quer admitir: isso não é culpa do Manus. É maturidade do mercado.

Durante anos, a barreira de entrada foi técnica. Quem sabia mexer na plataforma tinha vantagem. Só que a tecnologia sempre evolui para simplificar o uso. Quando simplifica, a vantagem desaparece.

E aí sobra o que realmente importa.

Empresário não quer campanha. Quer crescimento previsível.
Não quer post bonito. Quer posicionamento forte.
Não quer métrica isolada. Quer margem saudável.

Alguém precisa conectar tráfego com funil.
Alguém precisa conectar conteúdo com autoridade.
Alguém precisa transformar dado em decisão estratégica.

Isso o Manus não faz sozinho.

O que vivemos não é o fim do social media nem do gestor de tráfego. É o fim do profissional que se define apenas pela ferramenta que usa.

O mercado está ficando menos impressionado com quem sabe apertar botão, e mais interessado em quem entende negócio.

Talvez o Manus não seja um carrasco. Talvez seja um filtro.

Quem construiu carreira só na operação vai sentir.
Quem construiu carreira em cima de visão estratégica vai crescer.

No fim, a pergunta não é se a inteligência artificial vai tomar o seu lugar.

A pergunta é: qual parte do seu trabalho realmente depende de você?

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