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Mato Grosso do Sul contabilizou 209 transplantes de órgãos e tecidos no primeiro semestre de 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O número acompanha a tendência nacional de crescimento, que atingiu recorde de 14,9 mil procedimentos no período, alta de 21% em relação a 2022.

Apesar do avanço, a pasta alerta que a recusa de familiares ainda impede a realização de mais transplantes. Hoje, 45% das famílias brasileiras dizem não à doação de órgãos. Para enfrentar esse cenário, o governo lançou o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Prodot), que busca qualificar a abordagem dentro dos hospitais e valorizar as equipes responsáveis por identificar doadores e conversar com parentes.

“A principal mensagem que queremos passar às famílias é a segurança e a seriedade do Sistema Nacional de Transplantes, reconhecido mundialmente. Quando um profissional de saúde aborda uma família, ele carrega esse reconhecimento e atua dentro de um sistema sólido e seguro”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

De acordo com o ministro, a doação é um gesto decisivo. “Reforçamos a importância de o doador manifestar à família o desejo de doar. Esse gesto, mesmo em um momento de dor, pode salvar a vida de três ou quatro pessoas e manter viva a memória do ente querido.”

Dados em MS

No estado, os 209 transplantes realizados em 2025 incluem procedimentos de fígado, pâncreas, rim e córnea. Ainda assim, 654 pessoas aguardam na fila de espera por um transplante em Mato Grosso do Sul.

A nova campanha nacional, com o mote “Você diz sim, o Brasil inteiro agradece”, destaca a necessidade de que familiares conheçam a vontade do possível doador, já que a decisão é tomada ainda no hospital.

Investimentos e novos procedimentos

O Prodot faz parte de um pacote de medidas que soma R$ 20 milhões por ano. Desse total, R$ 7,4 milhões serão destinados ao incentivo das equipes hospitalares. Os outros R$ 13 milhões vão financiar novos procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), como o transplante de membrana amniótica, usado em casos graves de queimaduras, e o transplante multivisceral, indicado para pacientes com falência intestinal.

Durante o lançamento da política em São Paulo, Padilha destacou que a nova regulamentação amplia o acesso a procedimentos em regiões que hoje realizam menos cirurgias. “A nova política e o regulamento técnico representam um avanço importante para o Sistema Nacional de Transplantes. Eles ampliam a possibilidade de transplantes em regiões que hoje realizam menos procedimentos e fortalecem a equidade no acesso”, disse.

Atualmente, mais de 80 mil pessoas esperam por um transplante no Brasil. A expectativa do ministério é que, com os incentivos e a nova política nacional, o índice de recusa familiar diminua e os números avancem também em estados como Mato Grosso do Sul.

Foto: Freepik

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