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O período de chuvas intensas em Mato Grosso do Sul aumenta a pressão sobre a rede de esgotamento sanitário e expõe problemas recorrentes, como o descarte irregular de resíduos sólidos e a ligação indevida da drenagem pluvial ao sistema de esgoto. Segundo a concessionária Águas Guariroba, essas práticas contribuem para rompimentos de tubulações e extravasamentos, especialmente quando o volume de água supera a capacidade operacional da rede.

A empresa reforça que a rede coletora de esgoto é destinada exclusivamente ao transporte dos resíduos até as estações de tratamento de esgoto (ETE). Já o sistema de drenagem pluvial tem a função de escoar apenas a água da chuva, conduzindo-a para rios e córregos. A interligação entre os dois sistemas, considerada irregular, provoca sobrecarga nas tubulações durante períodos de precipitação intensa. “É necessário que a população siga a legislação vigente e preserve os sistemas de saneamento básico, realizando as ligações de forma correta”, afirmou Renato Osório Vilela, coordenador da Operação de Esgoto Sanitário da Águas Guariroba.

Outro fator que compromete o funcionamento da rede é o descarte inadequado de resíduos sólidos, apontado como um dos principais desafios operacionais do sistema de esgotamento sanitário. Em 2025, foram retiradas 691 toneladas de resíduos das tubulações, materiais que não deveriam ser direcionados à rede de esgoto.

Entre os itens mais encontrados estão restos de alimentos, óleo e gordura, sacolas plásticas, absorventes, cascas e sementes, tecidos e papéis, preservativos, cotonetes, fio dental, embalagens, fios de cabelo, medicamentos, borra de café, cigarros e fraldas.

No mesmo ano, a concessionária registrou uma média de mais de 1.038 manutenções por mês nas redes de esgoto, grande parte delas provocada pelo uso incorreto do sistema. “Grande parte das manutenções na rede de esgoto poderia ser evitada com o uso correto do sistema. O uso inadequado da rede pode resultar em extravasamentos de esgoto, que impactam diretamente o meio ambiente, contaminam o solo e corpos d’água, além de provocar mau cheiro e prejuízos à qualidade de vida da população”, explicou Renato Ozorio Vilela.

A Águas Guariroba destaca que a rede de esgoto foi projetada para receber apenas efluentes líquidos, como água de banho, descarga, pia da cozinha, máquina de lavar, além de água com produtos de higiene pessoal e de limpeza utilizados na higienização de ambientes.

Para reduzir os impactos e orientar a população, a concessionária mantém ações permanentes de conscientização e educação ambiental. Entre elas estão os programas De Olho no Óleo, que orienta sobre o descarte correto do óleo de cozinha usado, e o Bolha de Sabão, voltado à educação sobre o uso adequado do sistema de esgotamento sanitário. “O bom desempenho do esgotamento sanitário depende da colaboração de todos. Pequenas atitudes no dia a dia fazem grande diferença para evitar entupimentos, proteger o meio ambiente e garantir mais saúde, bem-estar e qualidade de vida para a cidade”, destacou o coordenador.

*Informações e imagem: Águas Guariroba

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