O ano letivo de 2026 já começou para alguns e está prestes a iniciar para outros. Começar bem é essencial para alcançar bons resultados na trajetória escolar. Com base em minha formação e experiência na área educacional, apresento 25 orientações às famílias que considero fundamentais para uma aprendizagem saudável e equilibrada.
A educação dos filhos vai muito além de notas e boletins. Cada estudante é, antes de tudo, um sujeito em formação que pertence a uma família e necessita de referências sólidas, princípios e valores que orientem sua vida pessoal, social e profissional. Nesse contexto, a família deve ser um alicerce seguro, evitando práticas que gerem insegurança e estresse.
O exercício da autoridade, desde a infância, é indispensável para a convivência familiar e social saudável. Para isso, é necessário que os responsáveis atuem de forma alinhada, com equilíbrio, firmeza e coerência, estabelecendo regras claras e combinados que favoreçam o desenvolvimento da disciplina e da responsabilidade.
Cabe à família a principal responsabilidade pela formação ética e social dos filhos. A fragilidade das relações sociais atuais reflete, em grande parte, a ausência desse compromisso educativo no ambiente familiar. Não é preciso ser especialista em educação, mas estar presente, orientar com diálogo, afeto e constância, construindo uma trajetória de aprendizagem saudável.
Valorizar o tempo em família, priorizando a qualidade das relações fortalece vínculos, promove segurança emocional, autoestima e impacta diretamente o desempenho escolar. Eis algumas dicas que julgo importantes para a construção de trajetórias de sucesso pessoal, familiar e profissional.
1. Crie uma rotina diária de estudos. Na última escola onde atuei como orientadora educacional tinha um lema: “Aula dada, aula estudada”. Isso faz toda a diferença nos resultados escolares;
2. Estimule e participe da elaboração de um Planejamento de Estudo;
3. Seja exemplo de organização e compromisso. Existe um ditado; “A palavra convence, o exemplo arrasta”;
4. Tenha um local fixo, limpo e organizado para estudar;
5. Procure conhecer as melhores Técnicas de Estudo (existem muitas utilizadas que não proporcionam bons resultados, apenas muito esforço e trabalho);
6. Estabeleça metas claras e realistas para você e seus filhos;
7. Limite o uso de telas, seja TV, smartphone, iPhone, etc;
8. Ofereça intervalos curtos durante os estudos (a cada hora de estudar, 15 minutos de intervalo para se levantar, tomar água, comer alguma coisa, conversar…);
9. Use recursos visuais (principalmente para as crianças);
10. Ajude na organização dos materiais (para as crianças menores. Para os maiores só reforce a necessidade de verificar os horários de aula e outras atividades diárias);
11. Incentive a leitura diária (lembrando que os pais devem ser o exemplo de leitura e estudo. A atitude dos pais é o primeiro livro que seu filho lê);
12. Respeite o tempo de aprendizagem de seus filhos (cada filho tem sua forma e tempo de aprender. Evite preferência de filho e comparações. Lembre-se do ditado popular: “os dedos da mão não são iguais);
13. Faça adaptações quando necessário (todo planejamento é flexível);
14. Valorize as pequenas conquistas de seus filhos. O elogio a cada progresso fortalece a auto estima. Evite palavras negativas, principalmente do tipo: “você é burro”, “não vai dar conta”, “não vai ser nada na vida”, “seu idiota”. Em muitos atendimentos a alunos com dificuldades de aprendizagem ouvi essas queixas. Os pais lhes diziam isso e até alguns familiares;
15. Promova o equilíbrio entre estudo e lazer. Todo excesso não é bem-vindo, não é saudável;
16. Ensine o valor do esforço. Lembre-se: “A vaca não dá leite”;
17. Controle os níveis de ansiedade. Promova alguma atividade para desestressar seus filhos e você mesmo, principalmente em períodos de provas;
18. Cuide da qualidade do sono. Estabeleça horário de dormir. Não permita que crianças e adolescentes levem seus celulares para o quarto, pois os mesmos acessarão as redes sociais prejudicando assim o período do descanso e a aprendizagem no dia seguinte;
19. Esteja atento aos pequenos sinais quanto ao comportamento de seus filhos. Filho quieto demais não significa que não possa estar precisando de ajuda;
20. Promova momentos de conversa em família (pode ser na cozinha onde todos possam ajudar a elaborar um jantar e organizar as louças o lixo. Pode ser durante um passeio, uma caminhada ou quando busca os filhos na escola);
21. Desenvolva a autonomia em seus filhos. Não faça tudo por seus filhos. Estimule-os a encontrarem soluções para os seus desafios;
22. Acompanhe o desenvolvimento escolar de seus filhos com equilíbrio (evite pressão excessiva a cada dificuldade de aprendizagem);
23. Acompanhe os recados da escola (estejam atentos às agendas dos filhos, grupos de recados da escola, comunicados);
24. Participe das reuniões escolares (esse é um dos maiores problemas enfrentados pela escola, a ausência das famílias, principalmente daqueles alunos com mais dificuldades de aprendizagem e relacionamento social);
25. Busque apoio especializado quando necessário (é muito importante buscar ajuda de outros profissionais técnicos como: psicólogos, pedagogos com especialização em orientação educacional, médicos neurologistas, psiquiatras, assistentes sociais, etc)
Eu lhe desafio a fazer um checklist dessas dicas para que nenhuma delas deixe de ser executada ou revisada. Este é o momento exato para tomada de decisão e estabelecimento de habitus saudáveis que refletirão na produtividade de todos os membros da família.
Desejo um 2026 de muita produtividade com leveza. Quando planejamos tudo se torna mais leve.















