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Placar de 14 a 8 não foi suficiente para derrubar a decisão da prefeita; eram necessários 15 votos para rejeitar o veto ao projeto que suspendia o reajuste

Em votação acirrada nesta terça-feira (10), a Câmara Municipal de Campo Grande manteve o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao Projeto de Lei que suspendia o reajuste da Taxa de Lixo para 2026. Embora a maioria dos parlamentares presentes (14 votos) tenha se posicionado pela derrubada do veto, o número foi insuficiente, pois o regimento exige quórum qualificado de 15 votos para a rejeição. Oito vereadores votaram pela manutenção do veto.

A decisão encerra um embate entre os poderes Executivo e Legislativo. A prefeitura alegou “asfixia financeira” e a necessidade de manter a arrecadação para garantir serviços públicos essenciais. Já a oposição classificou o reajuste como ilegal e abusivo.

“Descompasso econômico” vs. “Falta de planejamento”

O secretário de Obras, Marcelo Miglioli, defendeu a medida citando a crise financeira da capital. “Nesse momento é impossível a prefeitura falar em abrir mão de receitas. Nós temos um descompasso econômico na nossa capital, que é de conhecimento de todos. A cidade não sobrevive da forma como ela está”, afirmou.

O secretário Marcelo Miglioli defendeu o veto alegando que a prefeitura não pode abrir mão de receitas devido ao “descompasso econômico” da capital

Por outro lado, o vereador Marquinhos Trad (PDT) criticou a transferência do ônus para o contribuinte. “Você não pode arrecadar do contribuinte a mais para salvar a ausência de planejamento administrativo. É muito fácil criar aumentos de tributos e dizer ‘se vocês não pagarem, a cidade quebra’. Abre um precedente perigoso”, rebateu.

Marquinhos Trad (PDT) votou pela derrubada do veto e apontou que o reajuste tenta “salvar a ausência de planejamento” da prefeitura.

O vereador Rafael Tavares (PL) seguiu a linha crítica, afirmando que a cidade não pode “punir o cidadão” pelos problemas enfrentados em 2025. Já o presidente da Casa, vereador Papy (PSDB), pregou a harmonia. “Olhem além das votações de sim ou não, porque é uma complexidade muito maior do que só decidir manter ou derrubar o veto”, pontuou.

O vereador Rafael Tavares (PL) votou contra o veto e criticou o aumento: “não se pode punir o cidadão pelos problemas de 2025

Confira como votou cada vereador

O voto SIM mantém o aumento (apoio à prefeita). O voto NÃO derruba o aumento (oposição à prefeita).

VereadorPartidoVoto
Beto AvelarPPSIM
CarlãoPSBSIM
Delei PinheiroPPSIM
Dr. Jamal (on-line)MDBSIM
LeinhaAVANTESIM
Professor JuariPSDBSIM
Victor RochaPSDBSIM
Wilson LandsAVANTESIM
Ana Portela (on-line)PLNÃO
André SalineiroPLNÃO
Clodoilson PiresPODEMOSNÃO
Flávio Cabo AlmiPSDBNÃO
Herculano BorgesREPUBLICANOSNÃO
Jean FerreiraPTNÃO
Luiza RibeiroPTNÃO
Maicon NogueiraPPNÃO
Marquinhos TradPDTNÃO
Otávio TradPSDNÃO
Professor RivertonPPNÃO
Rafael TavaresPLNÃO
Ronilco GuerreiroPODEMOSNÃO
Veterinário FranciscoUNIÃONÃO

Ausências: Dr. Lívio (União), Fábio Rocha (União), Junior Coringa (MDB), Landmark (PT), Neto Santos (Republicanos) e Silvio Pitu (PSDB).

*Colaborou: Fernanda Sá e Sandy Ruiz

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