A Suzano, maior produtora mundial de celulose, encerrou 2025 com receita líquida recorde de R$ 50 bilhões, alta impulsionada pelo aumento no volume de vendas e por ganhos de eficiência operacional. A companhia também registrou o menor custo caixa anual de produção de celulose desde 2021, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (11).
As vendas de celulose e papéis somaram 14,2 milhões de toneladas no ano, crescimento de 15% em relação a 2024. O desempenho foi impulsionado principalmente pela entrada em operação da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo (MS), a partir de julho de 2024, e pelo desempenho das unidades de papéis nos Estados Unidos.
O custo caixa de produção de celulose, desconsiderando paradas programadas, ficou em R$ 817 por tonelada no acumulado do ano, o menor patamar anual desde 2021. O indicador é acompanhado pelo mercado como referência da eficiência operacional da empresa.
Mesmo em um cenário de preços internacionais de celulose abaixo da média histórica ao longo do ano, a Suzano registrou geração de caixa operacional de R$ 13,9 bilhões. O Ebitda ajustado anual foi de R$ 21,7 bilhões. O lucro líquido somou R$ 13,4 bilhões em 2025.
A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, encerrou dezembro em 3,2 vezes em dólar, levemente abaixo das 3,3 vezes registradas ao fim do terceiro trimestre.
“Seguimos focados em eficiência operacional, gestão de custos e geração de caixa. Diante de condições de mercado desafiadoras ao longo de 2025, com o preço da celulose em patamares inferiores à média histórica, estes resultados refletem a consistência e a disciplina da nossa execução com o objetivo de ampliarmos nossa competitividade”, afirmou o presidente da Suzano, Beto Abreu, em nota.
Com mais de 100 anos de atuação, a Suzano é líder global na produção de celulose e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina. A empresa também lidera o segmento de papel higiênico no Brasil, com marcas como Neve, Pólen, Suzano Report e Mimmo. A companhia tem operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ).




















