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Curtidas passam a ter peso reduzido, enquanto retenção, compartilhamentos e tempo de visualização ganham protagonismo na plataforma

Quem usa o Instagram para vender produtos ou serviços terá de rever estratégias em 2026. A plataforma passou a priorizar retenção de audiência, compartilhamentos em mensagens diretas e tempo de visualização, reduzindo drasticamente o peso das curtidas no cálculo de alcance das publicações.

Segundo o sócio-diretor da agência WBP, Leonardo Munhoz, a chamada “hierarquia do sucesso” mudou. “O que funcionava em 2023 ficou para trás. Hoje, manter a pessoa assistindo ao conteúdo é o novo ouro”, afirma.

De acordo com ele, o watch time — tempo que o usuário permanece consumindo o conteúdo — representa cerca de 35% do peso na distribuição das postagens. Em seguida aparecem os conteúdos salvos, com 25%, indicador que sinaliza valor e profundidade. O compartilhamento via mensagem direta (DM shares) responde por 20% da relevância. As curtidas, antes símbolo central de popularidade, ficaram restritas a aproximadamente 5%.

A mudança acompanha a diretriz defendida por Adam Mosseri, CEO do Instagram, que já declarou que o alcance depende da reação efetiva das pessoas ao conteúdo, e não apenas do número de seguidores.

Originalidade passa a ser exigência

Outra alteração relevante é o fortalecimento de mecanismos que identificam conteúdos repetidos. Segundo Munhoz, o chamado “fingerprinting visual” permite à plataforma detectar repostagens automáticas. Se o material tiver 70% ou mais de similaridade com outro já publicado, o perfil pode sofrer redução de alcance.

O impacto é ainda maior quando se trata de vídeos reaproveitados do TikTok. “O excesso de conteúdo reciclado pode reduzir a entrega em até 80%. A originalidade deixou de ser diferencial e virou exigência”, afirma.

A entrada massiva de ferramentas de inteligência artificial também trouxe novo desafio. Imagens excessivamente produzidas ou com aparência artificial tendem a gerar menor conexão. “Fotos mais cruas e reais estão performando melhor. As pessoas querem identificar que existe alguém por trás do perfil”, diz o especialista.

Atenção e profundidade

Para pequenos empreendedores, a mudança representa uma transição de lógica. Se antes o foco estava em métricas de vaidade, como número de seguidores e curtidas, agora o desempenho depende da capacidade de reter atenção e estimular interação significativa.

Munhoz recomenda que produtores de conteúdo concentrem esforços nos segundos finais dos vídeos, já que o desfecho influencia a decisão de rever o material. Ele também sugere o uso de legendas mais longas, que aumentam o tempo de permanência na postagem, e a definição de um nicho claro de atuação. “Quem fala de tudo não entrega nada para ninguém”, afirma.

Outra orientação é responder rapidamente às mensagens diretas. O engajamento imediato pode gerar impulso adicional na distribuição do conteúdo.

Para especialistas em marketing digital, a mudança consolida uma tendência: o Instagram deixou de ser um espaço baseado em popularidade e passou a operar sob a lógica da relevância e da profundidade de interação.

Foto: Freepik

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