Levantamento do Procon de Mato Grosso do Sul identificou variação de até 21% no preço do litro do diesel comercializado em postos de Campo Grande. A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 13 de março, com dados coletados em 35 estabelecimentos da capital.
Na região central, o diesel S10, com pagamento no crédito, foi encontrado a R$ 7,95, enquanto o diesel S500 chegou a R$ 7,90. A diferença de preços desses combustíveis atinge até 21,17% entre os postos analisados.
Os dados podem refletir ajustes de mercado diante de incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio, que impacta a cadeia global de combustíveis.
Entre os demais produtos, a gasolina comum apresentou valores entre R$ 5,95 e R$ 6,69. As maiores oscilações foram registradas nas regiões do Imbirussu (10,03%), Prosa (8,35%) e Segredo (6,57%).
O etanol também apresentou variação. O litro foi encontrado entre R$ 4,15 e R$ 4,69, com diferenças mais expressivas nas regiões do Segredo (9,84%) e Imbirussu (8,19%), considerando o pagamento no crédito.
Comparação com fevereiro
No comparativo mensal, o diesel S10 apresentou aumento de até 29,38% na região central. Em outras regiões, a alta foi de 25,66% no Anhanduizinho e de 23,15% no Bandeira.
O etanol registrou aumento de 4,66% nas regiões do Prosa e Segredo. Já o preço do Gás Natural Veicular (GNV) permaneceu estável no período analisado.
A pesquisa considerou cinco tipos de combustíveis não aditivados: gasolina, etanol, diesel S500, diesel S10 e GNV. Foram analisados preços para pagamento à vista e no cartão de crédito. Segundo o Procon-MS, os valores podem variar conforme a demanda e a disponibilidade nos postos.
Cenário internacional pressiona mercado de combustíveis
Os dados refletem um cenário de oscilações no mercado de combustíveis, influenciado por fatores externos. Entre eles estão as incertezas geopolíticas no Oriente Médio, como a guerra envolvendo o Irã, que podem afetar a oferta e os preços internacionais do petróleo.
Com a escalada do conflito, o preço do barril de petróleo voltou a subir no mercado internacional, pressionado pelo risco de interrupções na produção e no transporte da commodity. Esse movimento também contribui para a valorização do dólar, o que encarece a importação de combustíveis no Brasil.
Além do impacto nos preços, o cenário também pode alterar a dinâmica comercial. O Brasil pode ampliar exportações de combustíveis diante da redução de oferta em países afetados pelo conflito, enquanto setores como o de alimentos podem enfrentar efeitos indiretos com o aumento dos custos logísticos e de produção. Como parte do diesel consumido no país é importada, a alta no mercado externo tende a impactar os custos das distribuidoras.
*Informações: Procon-MS e Agência Brasil e imagem: Procon-MS





















