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A realização da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias deve movimentar a economia e ampliar a visibilidade internacional de Campo Grande. O evento, que reúne representantes de mais de 130 países entre os dias 23 e 29 de março, já impacta setores como hotelaria, gastronomia e serviços, além de consolidar a capital sul-mato-grossense como destino apto a sediar grandes encontros globais.

Mesmo com perfil técnico-científico, a conferência provoca efeitos semelhantes aos de grandes eventos turísticos. A chegada de delegações estrangeiras aumenta a circulação de visitantes e estimula o consumo na cidade, com reflexos diretos na cadeia produtiva local.

No setor hoteleiro, a demanda já é visível. Cerca de 40% dos leitos da rede foram reservados para atender à COP15, com unidades próximas aos locais oficiais registrando alta ocupação nos dias centrais do evento.

A presidente da ABIH-MS, Alexandra Corrêa Martins, afirma que o impacto vai além da hospedagem. “Eventos dessa magnitude geram impacto direto e positivo na economia local. A hotelaria é um dos setores mais beneficiados, com aumento na taxa de ocupação, maior permanência dos hóspedes e incremento na receita”, diz. Segundo ela, segmentos como gastronomia, transporte e comércio acompanham esse crescimento.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Ademar Silva Júnior, os efeitos se espalham por diferentes áreas da economia. “Mesmo com agendas específicas, esse público circula pela cidade, utiliza hotéis, transportes e restaurantes, gerando impacto positivo direto na economia local, movimentando toda a cadeia produtiva do turismo”. Ele também destaca o ganho de imagem. “O evento fortalece a cidade como destino internacional, amplia sua visibilidade e pode influenciar na atração de investimentos”.

A expectativa também é positiva entre bares e restaurantes. O presidente da Abrasel em Mato Grosso do Sul, João Francisco Denardi, afirma que o setor se prepara para atender a um público mais diverso. “Estamos incentivando os empresários a se prepararem para esse público, com cardápios em outros idiomas, divulgação nas redes sociais e foco na qualidade do atendimento”.

Apesar do aumento da demanda, o setor busca evitar distorções nos preços. “A orientação é manter os valores atuais”, afirma Denardi, em referência a experiências negativas registradas em outros eventos no país.

A estratégia, segundo empresários, é equilibrar o crescimento pontual com a construção de uma imagem positiva da cidade no longo prazo, apostando na qualidade da experiência oferecida aos visitantes.

O setor de hospedagem e alimentação também investe em organização e acessibilidade. De acordo com o presidente do Sindha-MS, Juliano Wertheimer, foi criado um guia online com informações sobre hotéis, bares e restaurantes, disponível em outros idiomas. “Também estamos promovendo diálogo com os empresários e apoiando o planejamento das reservas, contribuindo para um ambiente mais organizado”, afirma.

Embora a COP15 tenha caráter prioritariamente técnico, parte dos participantes tende a estender a permanência na cidade, explorando opções gastronômicas e turísticas. A capital também se destaca como destino para observação de aves, atividade conhecida como birdwatching, e pela presença de áreas arborizadas, fatores que ampliam o potencial de atração.

Para a prefeitura e o setor produtivo, o evento representa uma oportunidade de posicionar Campo Grande no circuito internacional de grandes encontros, com potencial de gerar novos negócios e consolidar o turismo como vetor de desenvolvimento econômico.

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