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Monitor aponta redução da severidade, embora dois terços do território ainda tenham registros do fenômeno

As chuvas acima da média em fevereiro contribuíram para reduzir a intensidade da seca no Centro-Oeste, segundo a última atualização do Monitor de Secas, divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Apesar da melhora, a maior parte da região ainda registra algum nível do fenômeno.

No Centro-Oeste, houve recuo da seca fraca no norte de Mato Grosso e da seca grave no sul de Goiás e no nordeste de Mato Grosso do Sul. No Distrito Federal, as chuvas dos últimos meses levaram ao desaparecimento da seca.

Mesmo com esse cenário, 66% do território da região apresentou registro de seca em fevereiro. O índice mantém o Centro-Oeste entre as áreas mais afetadas do país, atrás do Nordeste, que concentrou o quadro mais severo, com 95% da área atingida e ocorrência de seca extrema, e do Sudeste, com 79%.

No Brasil, a área com seca caiu de 63% em janeiro para 54% em fevereiro. O abrandamento foi observado nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste, enquanto no Sul o quadro permaneceu estável.

Entre janeiro e fevereiro, 17 estados registraram diminuição na severidade da seca, incluindo Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Em sentido oposto, Amapá e Rondônia tiveram intensificação do fenômeno, enquanto Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina mantiveram condição estável.

No Norte, a área com seca foi a menor do país, com 29% do território e condições mais brandas. Já no Sul, 63% da região apresentou seca, com avanço da seca fraca no Rio Grande do Sul e no centro-oeste do Paraná, devido às chuvas abaixo da média.

Na comparação entre os meses, quatro estados tiveram aumento da área com seca: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul e Roraima. Em contrapartida, houve redução em nove estados, entre eles Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

No Nordeste, sete estados registraram seca em 100% do território: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Ainda assim, as chuvas de fevereiro reduziram as áreas de seca extrema, que deixaram de ser registradas na Bahia e no Piauí.

“Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de fevereiro, seguido por Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais e Maranhão. No total, entre janeiro e fevereiro, a área com o fenômeno diminuiu de 5,4 para 4,5 milhões de km², o equivalente a 54% do território brasileiro”, informou a agência reguladora.

Criado em 2014, o Monitor de Secas acompanha continuamente a severidade do fenômeno no país, com base em indicadores e impactos de curto e longo prazo.

*Informações e imagem: Agência Brasil

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