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Mato Grosso do Sul será incluído em estratégia do Ministério da Saúde; vacinação começa por indígenas em área com registro de mortes

Mato Grosso do Sul será um dos estados contemplados na estratégia piloto de vacinação contra a chikungunya no Brasil. A inclusão foi confirmada após articulação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) junto ao Ministério da Saúde, motivada pelo agravamento do cenário epidemiológico em Dourados, especialmente em comunidades indígenas, onde já houve registro de óbitos.

A vacina, aprovada pela Anvisa e atualmente em fase 4 de monitoramento, etapa que avalia a efetividade em condições reais de uso, ainda não integra o calendário nacional e está sendo aplicada de forma controlada em municípios selecionados.

Inicialmente fora da lista de contemplados, Mato Grosso do Sul apresentou um dossiê técnico para justificar a inclusão. O documento reuniu dados de vigilância epidemiológica, capacidade da rede de saúde e o avanço recente da doença no estado.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, a medida é resultado de um acompanhamento antecipado da situação. “Diante do agravamento em Dourados, estruturamos uma resposta técnica consistente para garantir a inclusão do estado. Trata-se de uma decisão baseada em evidências e na necessidade de ampliar a proteção da população”, afirmou.

A definição dos territórios prioritários segue critérios do Ministério da Saúde, como incidência da doença, estrutura de atendimento e capacidade de monitoramento. Nesse contexto, Dourados foi classificado como área prioritária, com foco inicial nas aldeias indígenas, onde a vulnerabilidade é maior.

De acordo com a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, o cenário local foi determinante para reverter a exclusão inicial. “Houve uma mobilização das equipes técnicas para demonstrar que o estado atendia aos critérios. A situação nas aldeias, com casos graves e mortes, reforçou a urgência da inclusão”, disse.

A estratégia prevê que a vacinação comece pela população indígena, considerada mais exposta ao risco. Equipes do Ministério da Saúde serão enviadas ao estado para capacitar profissionais que atuam diretamente nesses territórios.

O gerente de Imunização, Frederico Moraes, afirma que a preparação é essencial para garantir a segurança da aplicação. “O treinamento assegura que a vacinação siga os protocolos e permite o monitoramento adequado dos casos”, declarou.

Além da capacitação federal, o Instituto Butantan também deve realizar treinamentos com equipes de salas de vacina no estado, com agenda prevista para a próxima semana.

A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou que a inclusão no projeto piloto foi resultado de trabalho integrado entre diferentes áreas da pasta. “As equipes de imunização, vigilância e assistência atuaram de forma coordenada para apresentar um cenário técnico consistente”, afirmou.

Por se tratar de uma estratégia piloto, a vacinação contra a chikungunya ainda é restrita no país. A expectativa do Ministério da Saúde é que, a partir dos resultados obtidos nas primeiras regiões atendidas, o imunizante seja incorporado de forma gradual ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Enquanto isso, autoridades reforçam a necessidade de manter medidas de prevenção, como o combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável também pela dengue e zika.

Com informações e imagem do Governo de Mato Grosso do Sul

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