O avanço da chikungunya em Dourados levou o poder público a montar uma força-tarefa para ampliar o atendimento, com foco nas comunidades indígenas da região. A ação reúne equipes da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e da Força Nacional do SUS, que atuam há quase três semanas no município.
O plano de contingência foi estruturado em duas frentes: reforço direto no atendimento e reorganização da rede de saúde. A estratégia prioriza diagnóstico precoce, controle da dor, principal sintoma da doença, e encaminhamento de casos graves para unidades hospitalares.
A Reserva Indígena de Dourados, que inclui as aldeias Jaguapiru e Bororó, está no centro das ações. Quatro unidades básicas concentram o atendimento nessas áreas, além de comunidades em retomada.
Atendimento e reorganização da rede
Além de ampliar o acesso à assistência, as equipes têm investido na capacitação de profissionais da rede pública e privada. O objetivo é melhorar o diagnóstico e o manejo clínico da doença, considerada relativamente recente na região.
Pacientes com quadros mais graves são encaminhados para hospitais de referência, como o Hospital Universitário da UFGD e o Hospital Regional de Dourados.
A secretária estadual de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, afirmou que a integração entre os entes públicos tem sido decisiva para ampliar a capacidade de resposta. “Esse trabalho conjunto permite não apenas atender à emergência, mas também qualificar a rede para situações futuras”, disse.
Combate ao mosquito
Paralelamente ao atendimento, o enfrentamento da doença inclui ações de controle do mosquito transmissor. Em parceria com a Defesa Civil e a Marinha do Brasil, estão sendo realizadas medidas como instalação de telas em caixas d’água, aplicação de inseticidas e limpeza de terrenos.
A borrifação no entorno das residências também faz parte da estratégia para reduzir a proliferação do vetor.
Atenção à fase crônica
Segundo a superintendente de Atenção à Saúde, Angélica Congro, já há sinais de redução de casos nas aldeias, mas o sistema de saúde começa a se preparar para a fase crônica da doença.
Nessa etapa, o foco passa a ser o acompanhamento dos pacientes, com controle da dor persistente e reabilitação, incluindo fisioterapia.
A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, destacou que a organização dos fluxos assistenciais tem garantido mais agilidade no atendimento e segurança aos pacientes.
Cenário considerado atípico
O diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, classificou a situação como incomum pela alta circulação do vírus. Segundo ele, a atuação conjunta entre governos federal, estadual e municipal tem sido essencial para conter o avanço da doença.
A expectativa das autoridades é que, além de responder à emergência, as medidas deixem como legado uma rede de saúde mais preparada para o enfrentamento de arboviroses, com equipes capacitadas e processos mais eficientes.
Com informações e imagem do Governo de Mato Grosso do Sul




















