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Prejuízo médio ultrapassa R$ 1,1 mil por vítima e preocupa setor varejista diante do avanço das fraudes digitais

Cerca de 19 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros ou tentativas de fraude nos últimos 12 meses, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas em parceria com o SPC Brasil. O dado acende um alerta para o varejo, especialmente em estados como Mato Grosso do Sul, onde o avanço dos meios digitais de pagamento tem ampliado tanto o consumo quanto os riscos.

De acordo com a pesquisa, o prejuízo médio por vítima chega a R$ 1.154, valor que, na prática, representa uma perda significativa no orçamento familiar e impacto direto na economia local. Para entidades do setor, o crescimento das fraudes está ligado não apenas à digitalização, mas também às dificuldades de acesso ao crédito formal, que levam consumidores a buscar alternativas mais vulneráveis a golpes.

Impacto no comércio local

No cenário sul-mato-grossense, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul avalia que os efeitos vão além das perdas individuais e atingem toda a cadeia produtiva.

Entre os principais impactos está a retração do consumo. Recursos desviados por fraudes deixam de circular no comércio formal, afetando desde pequenos lojistas até setores como supermercados e serviços.

Outro ponto é a insegurança digital. O receio de cair em golpes faz com que parte dos consumidores, tanto na capital quanto no interior, evite compras online, o que pode atrasar a adoção de tecnologias por empresas que dependem desses canais para crescer.

Além disso, cresce o custo operacional das empresas, que precisam investir em sistemas de segurança e capacitação de funcionários para identificar fraudes, como comprovantes falsos de transferências via Pix e uso de documentos clonados.

Tipos de golpes mais comuns

O levantamento aponta que as fraudes mais frequentes envolvem, principalmente, o uso de ferramentas digitais. Entre elas:

  • Golpes com Pix e transferências, geralmente com mensagens que simulam situações de urgência;
  • Links falsos de promoções, disseminados por aplicativos de mensagem, com preços muito abaixo do mercado;
  • Clonagem de cartões e captura de dados em sites fraudulentos.

Orientação e prevenção

Para a FCDL-MS, o combate às fraudes passa, прежде de tudo, pela informação e pela prevenção. A entidade alerta que tanto consumidores quanto empresários precisam adotar medidas de segurança no dia a dia.

Entre as orientações estão evitar clicar em links desconhecidos, conferir sempre os dados do destinatário antes de confirmar pagamentos via Pix e utilizar ferramentas de monitoramento de CPF, como as oferecidas pelo SPC Brasil.

A federação também destaca a importância de os lojistas utilizarem sistemas de verificação e consulta para validar transações, reduzindo o risco de prejuízos.

O avanço dos golpes financeiros, segundo o setor, impõe um novo desafio ao varejo: equilibrar a expansão digital com mecanismos de proteção que garantam segurança nas relações de consumo.

Com informações e imagem da FCDL/MS

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