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Levantamento divulgado pela FCDL-MS aponta que a economia de Mato Grosso do Sul iniciou 2026 em ritmo de crescimento, com destaque para o avanço do varejo ampliado e a expansão do crédito para empresas. Os dados fazem parte do Termômetro do Varejo referente ao mês de abril, com base em informações do IBGE.

Segundo o relatório, o volume de vendas do varejo ampliado, que inclui setores como veículos e materiais de construção, cresceu 6,2% na passagem de janeiro para fevereiro no estado, desempenho significativamente superior à média nacional, que ficou em 1,0% no mesmo período.

O comércio varejista restrito também registrou alta, ainda que mais moderada, de 0,5%. Outros setores da economia acompanharam o movimento positivo. O setor de serviços avançou 4,3% em Mato Grosso do Sul, acima do crescimento de 1,9% observado no país, enquanto a produção industrial acumulou alta de 8,1% nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro.

No agronegócio, a projeção para 2026 indica crescimento de 2,2% no Valor Bruto da Produção, contrariando a expectativa nacional de retração de 3,9%. O desempenho reforça o peso do setor na economia sul-mato-grossense e sua conexão com o comércio.

No mercado de trabalho, o estado registrou saldo positivo de 10.369 vagas formais no primeiro bimestre do ano, sendo 6.157 apenas em fevereiro. Em Campo Grande, foram abertas 1.582 vagas no período. O comércio da capital, no entanto, apresentou saldo negativo de 444 postos, movimento considerado sazonal após o encerramento de contratos temporários do fim de ano.

Um dos principais destaques do levantamento é o crescimento do crédito empresarial. O volume de recursos destinados a pessoas jurídicas avançou 13,9% em Mato Grosso do Sul, alcançando R$ 39,9 bilhões. Para a entidade, o aumento tem sustentado investimentos e a expansão de negócios locais.

Por outro lado, o relatório aponta cautela em relação ao crédito para pessoas físicas, que apresentou retração na comparação anual. O cenário é acompanhado de preocupação com o nível de endividamento no país, que já atinge mais de 74 milhões de brasileiros.

A inflação também aparece como fator de atenção. O IPCA em Campo Grande subiu 0,48% na comparação entre março e fevereiro, pressionado principalmente pelo aumento de 4,59% no preço da gasolina. No acumulado de 12 meses, os maiores avanços foram registrados nos grupos de educação (5,2%) e vestuário (5,1%).

Para a presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, os dados são positivos, mas exigem cautela. “O desempenho da economia em 2026 segue condicionado pelas incertezas presentes no cenário externo, com os desdobramentos dos conflitos geopolíticos que já se refletem nos preços dos combustíveis e na inflação, e no cenário interno, com as incertezas e volatilidades próprias de um ano eleitoral”, afirmou.

A edição de abril do Termômetro do Varejo também traz análise do presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai, que destacou a interdependência entre os setores produtivos. Segundo ele, o agronegócio e o comércio mantêm relação direta no desempenho econômico do estado.

“O setor produtivo é interligado. O agronegócio produz, mas também consome do varejo. Quando o comércio está forte, o campo sente esse reflexo positivo, e o inverso também ocorre”, disse.

Apesar dos indicadores positivos no início do ano, o cenário para os próximos meses permanece condicionado a fatores internos e externos, o que, segundo a entidade, exige atenção de empresários e gestores públicos.

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