No Minuto do Varejo desta semana, o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, destacou uma mudança no comportamento do consumidor que pode impactar diretamente as vendas do Dia das Mães: o crescimento da busca por autocuidado, impulsionado, entre outros fatores, pelo uso das chamadas “canetas emagrecedoras”.
Segundo levantamento da CDL Campo Grande em parceria com o SPC, a data deve movimentar cerca de R$ 150 milhões na economia da capital sul-mato-grossense, um aumento de 7,5% em relação ao ano passado. Apesar do crescimento, o perfil de consumo apresenta mudanças em relação aos anos anteriores.
De acordo com Adelaido, itens como roupas e produtos de beleza ganham protagonismo neste ano, substituindo, em parte, os tradicionais gastos com confraternizações. “A mãe está optando em trocar o guarda-roupa. Existe um movimento muito forte de emagrecimento com a utilização das canetinhas e outras possibilidades. Essa mãe está com uma vontade muito grande de cuidar do visual”, afirmou.
A tendência, segundo ele, exige atenção especial de lojistas dos setores de vestuário e beleza, que podem se beneficiar desse novo comportamento. A aposta é em produtos que valorizem a autoestima e acompanhem essa fase de transformação do consumidor.
Por outro lado, o cenário econômico ainda impõe desafios. Dados do SPC indicam que 7 em cada 10 consumidores estão endividados, o que reduz o poder de compra e exige maior cautela por parte dos comerciantes.
“Mais do que vender, é importante receber. É fundamental fazer uma boa análise antes de conceder crédito”, alertou Adelaido, que recomenda o uso de ferramentas como o SPC Brasil para consulta e avaliação do perfil do cliente.
Entre as estratégias sugeridas estão o incentivo ao pagamento via Pix, com descontos, e o fortalecimento do atendimento como diferencial competitivo. “O atendimento tem que ser encantador. Isso é fundamental para fidelizar esse cliente”, disse.
A análise reforça que, mesmo em um cenário de crescimento, o sucesso nas vendas depende da capacidade de adaptação dos lojistas às novas demandas e do equilíbrio entre estímulo ao consumo e segurança financeira.
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