Procedimento estético, cada vez mais procurado por homens e mulheres, exige avaliação criteriosa e pode trazer resultados definitivos
O transplante capilar tem se consolidado como uma alternativa eficaz para homens e mulheres que enfrentam a queda de cabelo, condição que afeta não apenas a aparência, mas também a autoestima. Com técnicas cada vez mais avançadas e menos invasivas, o procedimento tem atraído pacientes em busca de resultados naturais e duradouros.
Segundo o dermatologista e CEO da Clínica Sanabria, Dr. Baltazar Sanabria, o transplante pode ser realizado em diferentes perfis de pacientes, desde que haja indicação clínica adequada. “O transplante capilar pode ser realizado tanto por homens quanto por mulheres. Não existe uma idade mínima nem idade máxima, mas a gente geralmente opta por operar pacientes acima de 20 a 25 anos, não tendo uma idade máxima”, afirma.
Apesar da ampla indicação, o especialista ressalta que nem todos os casos são elegíveis para o procedimento. Doenças específicas do couro cabeludo, como a alopecia areata, impedem a realização da cirurgia. “Contra a indicação do transplante, existem algumas doenças no coro cabeludo em que o transplante não pode ser realizado”, explica.
Além disso, fatores como a ausência de uma área doadora adequada e a presença de comorbidades também são levados em consideração. “Pacientes que têm muitas comorbidades e o transplante capilar é uma cirurgia estética. Se esse paciente tiver um risco alto de complicação, a gente também evita fazer a cirurgia”.
Realizado em ambiente hospitalar, o transplante é descrito como um procedimento minimamente invasivo. De acordo com Sanabria, a técnica mais utilizada atualmente é a FUE (extração de unidades foliculares), em que os fios são retirados e implantados individualmente. “A gente faz a retirada de cabelo de forma unitar, então tira o fio por fio e implanta fio por fio”, detalha.
A cirurgia pode durar entre 8 e 10 horas, dependendo da extensão da área a ser tratada. Ainda assim, o pós-operatório tende a ser simples. “O pós-operatório é muito tranquilo, o paciente basicamente não pode fazer atividade física e tem que ter cuidados locais”, afirma o dermatologista, destacando restrições como evitar sol e academia na primeira semana.
Os resultados, porém, exigem paciência. Os primeiros sinais de crescimento surgem a partir de quatro meses, com evolução progressiva ao longo do tempo. Um dos principais diferenciais do procedimento é a durabilidade. “O cabelo implantado ele é um cabelo definitivo, geralmente a gente retira da área doadora que é uma área onde o cabelo não tem a genética de calvícea”, explica.
Além da eficácia, a técnica atual também se destaca pela discrição. “Ele não deixa cicatrizes visíveis”, afirma Sanabria, ao comentar sobre as pequenas marcas pontuais deixadas pela extração.
Para especialistas, o impacto do transplante vai além da estética. A recuperação da autoestima é frequentemente apontada como um dos principais benefícios relatados pelos pacientes, sobretudo em casos de calvície avançada.
Antes de optar pelo procedimento, no entanto, a recomendação é buscar avaliação médica especializada. “A minha sugestão é procurar um médico fazer uma consulta, fazer uma avaliação, fazer o diagnóstico do problema”, orienta o dermatologista.
Com avanço tecnológico e maior acesso à informação, o transplante capilar deixa de ser um procedimento restrito e passa a integrar o conjunto de soluções disponíveis para quem busca recuperar não apenas os fios, mas também a confiança.




















