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As mulheres ocupam 36,7% dos postos de trabalho em empresas com 100 ou mais funcionários em Mato Grosso do Sul, mas continuam recebendo salários significativamente inferiores aos dos homens. É o que mostra o Painel do Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em parceria com o Ministério das Mulheres.

Segundo o levantamento, havia, em dezembro de 2025, 226,1 mil vínculos empregatícios nesse perfil de empresas no estado. Desse total, 83 mil eram ocupados por mulheres, enquanto os homens somavam 143,1 mil. Entre as trabalhadoras, a maioria é formada por mulheres negras, que representam 60,2% das vagas femininas.

Apesar da participação relevante no mercado formal, a desigualdade salarial persiste. Em média, as mulheres recebem R$ 3.065,70, contra R$ 4.151,02 pagos aos homens, uma diferença de 26,1%. O recorte por raça evidencia disparidades ainda maiores: mulheres negras têm rendimento médio de R$ 2.658,43, enquanto mulheres não negras recebem R$ 3.706,03.

Os dados fazem parte do 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial, que também aponta avanços no mercado de trabalho. Em todo o país, o número de mulheres empregadas em grandes empresas cresceu 11% entre 2023 e 2025. O destaque é a expansão da participação de mulheres pretas e pardas, que aumentou 29% no período, com mais de 1 milhão de novas contratações formais.

Mesmo com a ampliação da presença feminina, o relatório indica que a equiparação salarial ainda está distante. No Brasil, mulheres ganham, em média, 21,3% a menos que os homens em empresas de maior porte. No momento da admissão, a diferença também persiste, com salários femininos cerca de 14,3% inferiores.

Para especialistas e representantes do governo, os números refletem tanto avanços na inclusão produtiva quanto a permanência de desigualdades estruturais. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que a discussão sobre igualdade vai além da remuneração. “Estamos falando das condições de trabalho, das oportunidades e dos direitos que muitas vezes não são garantidos”, disse.

Na mesma linha, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou a necessidade de ampliar a presença feminina em cargos de liderança. Segundo ele, a equiparação salarial é apenas uma etapa de um processo mais amplo de valorização profissional.

O relatório também aponta crescimento na adoção de políticas de incentivo à contratação e promoção de mulheres, incluindo ações voltadas a grupos historicamente mais vulneráveis, como mulheres negras, com deficiência e vítimas de violência. Ainda assim, os dados indicam que o avanço na igualdade de gênero no mercado de trabalho segue em ritmo gradual.

Além do impacto social, o estudo destaca efeitos econômicos da desigualdade. Para que a renda das mulheres correspondesse à sua participação no emprego formal, seria necessário ampliar em R$ 95,5 bilhões por ano a massa salarial feminina no país, medida que, segundo o relatório, teria potencial de impulsionar a economia e reduzir desigualdades.

Com informações e imagem do Governo Federal

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