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O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte turbulência nesta quinta-feira (7), pressionado pela queda internacional do petróleo, pela divulgação de balanços corporativos abaixo das expectativas e pelas incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, caiu 2,38% e encerrou o pregão aos 183.218 pontos, no menor nível desde o fim de março. Durante o dia, o indicador chegou à mínima de 182.868 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 32 bilhões.

A desvalorização foi puxada principalmente pelas ações do setor de energia e financeiro, além do impacto direto da queda do petróleo sobre os papéis da Petrobras, que têm forte peso na composição do índice.

No mercado internacional, investidores reagiram à possibilidade de um acordo temporário entre Estados Unidos e Irã para reduzir os confrontos no Oriente Médio. A expectativa de diminuição das tensões reduziu o temor sobre problemas no abastecimento global de petróleo e derrubou o preço do barril.

O petróleo tipo Brent, referência utilizada pela Petrobras, caiu 1,19% e fechou cotado a US$ 100,06. Já o barril WTI, negociado nos Estados Unidos, recuou 0,28%, encerrando o dia em US$ 94,81.

Apesar da queda inicial mais intensa, os preços oscilaram ao longo da tarde após informações contraditórias sobre uma possível retomada das operações de escolta de navios comerciais pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, região considerada estratégica para o transporte mundial de petróleo.

Uma reportagem publicada pelo jornal The Wall Street Journal indicou que o governo norte-americano estudava ampliar a presença militar na região. Pouco depois, a emissora Al Jazeera informou, com base em fontes militares, que a informação não havia sido confirmada oficialmente.

A instabilidade também afetou o câmbio. O dólar comercial terminou praticamente estável, com leve alta de 0,05%, cotado a R$ 4,923.

Ao longo do dia, a moeda norte-americana alternou momentos de queda e recuperação conforme novas informações sobre o conflito no Oriente Médio chegavam ao mercado.

Pela manhã, o dólar chegou a ser negociado abaixo de R$ 4,90 após investidores reagirem positivamente às notícias sobre uma possível trégua entre Washington e Teerã. No entanto, o cenário voltou a se deteriorar durante a tarde, elevando a cautela entre operadores financeiros.

Mesmo com a leve alta desta quinta-feira, a moeda norte-americana acumula queda de mais de 10% frente ao real em 2026.

Os investidores também acompanharam os desdobramentos da reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na Casa Branca. O encontro tratou de comércio, tarifas e cooperação econômica entre os dois países.

Analistas avaliam que a combinação entre instabilidade geopolítica, oscilação do petróleo e divulgação de resultados corporativos abaixo das expectativas ampliou o movimento de aversão ao risco nos mercados globais.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 também fechou em queda de 0,38%, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário internacional ainda incerto.

Com informações e imagem da Agência Brasil

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