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O Sistema Único de Saúde (SUS) alcançou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável por casos de bronquiolite e infecções respiratórias graves em bebês nos primeiros meses de vida.

A vacinação, incorporada à rede pública em 2025, já apresenta reflexos nos indicadores de saúde infantil. Dados do Ministério da Saúde apontam que as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% no país em comparação com 2023.

Até abril deste ano, foram registrados 3,2 mil casos, contra 6,8 mil no mesmo período há três anos. As mortes relacionadas ao vírus também diminuíram 63%, passando de 72 para 27 óbitos.

O VSR é considerado uma das principais causas de hospitalização infantil no mundo e preocupa principalmente durante os períodos de maior circulação de vírus respiratórios, entre os meses de abril e maio.

A vacina é aplicada em gestantes a partir da 28ª semana de gravidez e funciona por meio da transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda durante a gestação. A proteção é considerada fundamental nos primeiros meses de vida, fase em que recém-nascidos apresentam maior vulnerabilidade a complicações pulmonares.

Segundo estudos clínicos citados pelo Ministério da Saúde, a imunização tem eficácia de 81,8% na prevenção de formas graves de doenças respiratórias nos primeiros 90 dias após o nascimento.

Antes da incorporação ao SUS, o imunizante estava disponível apenas na rede privada e podia custar até R$ 1,5 mil.

Ao todo, 1,8 milhão de doses foram distribuídas para unidades de saúde em todo o país. A vacinação está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Além da vacina para gestantes, o SUS também ampliou a estratégia de proteção infantil com a oferta do nirsevimabe, um anticorpo monoclonal indicado para recém-nascidos prematuros e crianças de até 23 meses com doenças que aumentam o risco de complicações respiratórias.

Diferentemente das vacinas tradicionais, o medicamento oferece proteção imediata após a aplicação e tem duração de até seis meses. O imunizante é direcionado principalmente para bebês prematuros, crianças com cardiopatias congênitas e doenças pulmonares crônicas.

Especialistas apontam que a combinação entre vacinação materna e uso do anticorpo monoclonal representa uma mudança importante no enfrentamento das doenças respiratórias infantis no país.

A bronquiolite é uma inflamação que afeta os bronquíolos — pequenas vias aéreas dos pulmões — e costuma atingir principalmente bebês com menos de dois anos. Os sintomas incluem febre, tosse, chiado no peito, dificuldade para respirar e queda na oxigenação.

Em casos mais graves, a doença pode exigir internação hospitalar e suporte respiratório intensivo.

O avanço da vacinação ocorre em meio aos esforços para ampliar a cobertura vacinal no país após anos de queda nos índices de imunização infantil.

Nesta semana, durante agenda na Bahia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou de uma ação de vacinação de gestantes e anunciou investimentos para ampliação da rede materno-infantil em Lauro de Freitas, incluindo a construção da primeira maternidade municipal da cidade.

Com informações e imagem do Governo Federal

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