A Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) anunciou nesta quinta-feira (14) um reajuste que elevou de R$ 35 para R$ 450 a contribuição mensal cobrada de cônjuges de beneficiários do plano de saúde. O aumento, que chega a 1.185%, provocou forte repercussão entre servidores públicos estaduais e gerou críticas nas redes sociais e em grupos ligados ao funcionalismo.
A mudança começa a valer na competência de maio de 2026, com vencimento previsto para 10 de junho. Segundo a Cassems, não haverá alteração nos valores pagos pelos titulares nem pelos filhos dependentes.
O reajuste foi comunicado aos beneficiários por meio de carta e campanha institucional divulgada nas redes sociais do convênio. Na mensagem, a entidade afirma que o sistema de saúde suplementar vive um cenário de pressão financeira provocado pelo envelhecimento da população, avanço de novas terapias e aumento contínuo dos custos assistenciais.
A Cassems argumenta que o grupo de cônjuges arrecadou cerca de R$ 61 milhões nos últimos 12 meses, enquanto as despesas médicas ultrapassaram R$ 250 milhões, gerando déficit anual estimado em R$ 189 milhões. Segundo a operadora, para cada R$ 1 arrecadado nesse grupo, foram gastos R$ 4,08 em despesas assistenciais.
Na nota divulgada aos beneficiários, a instituição afirma que adotou medidas de contenção de despesas antes da decisão. De acordo com a Cassems, mais de R$ 104 milhões foram economizados no último ano com ações de gestão, redução de desperdícios e melhoria de processos internos.
A direção da operadora sustenta ainda que o plano mantém um dos menores custos médios do país em comparação com sistemas privados de saúde equivalentes.
Apesar da justificativa financeira, a decisão gerou reação imediata entre servidores estaduais, principalmente pelo percentual elevado do reajuste e pela ausência de assembleia geral para discussão da medida.
A cobrança será feita prioritariamente por boleto bancário ou Pix Automático. Beneficiários também poderão optar por desconto em folha salarial, mediante autorização formal presencial em uma unidade da Cassems.
A repercussão do reajuste ocorre em um momento de preocupação crescente com os custos da saúde suplementar no país. Estudos recentes apontam que o envelhecimento da população brasileira deve ampliar significativamente os gastos com assistência médica nas próximas décadas, pressionando operadoras, usuários e o sistema público de saúde.





















