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O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) esteve em Campo Grande nesta sexta-feira (15) para cumprir uma agenda política que reuniu coletiva de imprensa e encontro com lideranças evangélicas. Durante a passagem pela capital, o ex-governador de Goiás falou sobre segurança pública, economia, agronegócio, desenvolvimento regional e cenário eleitoral para 2026.

No início da coletiva, Caiado destacou a relação histórica com Mato Grosso do Sul e afirmou que veio ao estado para discutir temas nacionais e apresentar propostas ligadas ao desenvolvimento econômico.

“É a trajetória de vida, sabe que sou uma pessoa que tinha 40 anos na vida pública, tive sempre as posições muito claras e eu venho aqui pelo respeito que eu tenho ao povo do Mato Grosso do Sul, a capital morena, essa terra que me acolheu em 1986, quando aqui também nós levantamos a voz dos produtores rurais para defender o direito de propriedade”, declarou.

Ao comentar o crescimento econômico do estado, o pré-candidato citou a expansão da indústria da celulose e a importância da Rota Bioceânica para a logística brasileira.

“Eu venho aqui dentro de uma agenda pra mostrar amanhã que amanhã uma rota bioânica, ela muda o conceito de logística do país. O que nós precisamos ter cada vez mais é imaginar que aqui nós temos o Vale da celulose. É um estado que está mostrando a sua capacidade de crescimento”, afirmou.

Caiado também afirmou que pretende levar para a campanha temas ligados à segurança pública, educação, inteligência artificial e economia.

“Eu venho aqui pra discutir segurança pública, é saúde, é educação, é inteligência artificial, é cada vez mais minerais críticos. Eu venho aqui pra debater esses assuntos”.

Críticas ao cenário econômico e defesa do debate de propostas

Durante a coletiva, o pré-candidato criticou o cenário econômico do país e citou o endividamento da população brasileira. “Você vê hoje o Brasil propondo o enrola, o desenrola. Aqui vocês perguntaram aqui pro PT quem é que foi que enrolou o cidadão”, disse.

Questionado sobre reportagens e investigações envolvendo integrantes da família Bolsonaro com Daniel Vorcaro, Caiado evitou comentar diretamente os casos e afirmou que cada pessoa deve responder pelos próprios atos.

“Cada um responde pelos seus atos. Então se você tem hoje problemas no Supremo, problemas no Congresso, problema na Câmara, problema no Senado, tá certo? Cada um responda pelos seus atos. Eu Ronaldo Caiado respondo pelos meus”.

O pré-candidato também afirmou que pretende concentrar o debate eleitoral em propostas de gestão pública e experiência administrativa.

“O que vai se defender, definir numa eleição não é o fato de um problema em decorrência de um problema com um candidato, é o debate de conteúdo”, declarou. “Você vai escolher um médico pra operar seu filho tá certo? Você vai não é por amizade, não é pelo número, não é por antiguidade, é por competência”.

Ao falar sobre sua trajetória política, Caiado destacou os mandatos exercidos no Congresso Nacional e no governo de Goiás.

“Eu tenho autoridade moral e também independência intelectual pra governar. Eu tenho estatura pra sentar aquela cadeira. Não sou um homem que vou aprender na cadeira da presidência da República”.

Segurança pública no centro do discurso

A segurança pública foi um dos principais temas abordados durante a entrevista. Caiado afirmou que o avanço das facções criminosas no país representa um dos maiores desafios para o Brasil.

“Eu não conheço no mundo democracia sem segurança plena. Eu não conheço nenhuma democracia no mundo onde criminosos andam com fuzil calibre .50 na rua. Eu não conheço nenhuma democracia aonde facções tomam conta do território”.

O pré-candidato também afirmou que pretende fortalecer ações integradas entre estados e União no combate ao crime organizado.

“Vou fazer parceria com todos os países limítrofes, vou governar com os governadores, vou alterar a Constituição brasileira para dar mais poder aos governadores”.

Agronegócio, Mercosul e críticas à União Europeia

Ao comentar o acordo entre Mercosul e União Europeia, Caiado defendeu o agronegócio brasileiro e criticou restrições impostas por países europeus.

“Olha gente, nós sabemos que o único rebanho que é herbívoro no mundo é o rebanho brasileiro. Se daqui se alimenta de capim, se é de verde”, afirmou. “Eles que estão falando de nós foram eles que desenvolveram a vaca louca”.

Aproximação com lideranças evangélicas

Além da coletiva, Caiado participou de um encontro com lideranças evangélicas em Campo Grande. A ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil) afirmou que a visita representa um gesto de aproximação política e destacou a experiência administrativa do pré-candidato.

“Ele é um excelente quadro, preparadíssimo para ser o presidente do Brasil”, declarou. “Então, nós que somos de um partido de centro-direita, ele também é um dos nomes que realmente traz para nós um conforto grande de tê-lo como uma das opções para o nosso país”.

Rose também afirmou que o eleitorado conservador terá diferentes opções na disputa presidencial de 2026.

“O eleitor de direita hoje, entendeu, tá bem servido de opções aí pro Brasil”.

“Estamos abertos para ouvir os candidatos”

Durante o encontro com pastores, o vice-presidente do Conselho Municipal de Pastores, Ronaldo Leite Batista, afirmou que o evento teve caráter institucional e que o objetivo foi ouvir propostas do pré-candidato.

“Nós não fomos chamados aqui para apoiar um partido político, porque o conselho de pastores não tem esse poder”, disse. “Mas estamos sempre abertos para ouvir os candidatos e para ver o que cada um tem a dizer”, concluiu.

Colaborou: Sandy Ruiz

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