O dólar voltou a cair nesta quarta-feira (20) e encerrou o dia próximo de R$ 5, refletindo a melhora do cenário internacional após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Com a redução das tensões no Oriente Médio, o mercado financeiro reagiu de forma positiva, e a Bolsa brasileira recuperou parte das perdas registradas nos últimos pregões.
O dólar comercial fechou vendido a R$ 5,003, com queda de 0,74%. Durante a manhã, a moeda chegou a ser negociada acima de R$ 5,05, mas perdeu força ao longo do dia diante do alívio no mercado externo.
Na semana, a divisa norte-americana acumula recuo de 1,27%. Apesar da queda desta quarta, o dólar ainda registra leve alta em maio. No acumulado de 2026, porém, a moeda apresenta desvalorização de 8,85% frente ao real.
O movimento foi influenciado pela retomada parcial do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o transporte mundial de petróleo. O mercado também reagiu às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que um acordo com o Irã estaria em fase final de negociação.
Com isso, diminuíram os temores de interrupção no fornecimento global de petróleo e de novos impactos inflacionários sobre a economia americana.
Dados divulgados pelo Banco Central também ajudaram o cenário doméstico. Segundo a autoridade monetária, o fluxo cambial da semana passada teve entrada líquida de US$ 3,027 bilhões, impulsionada pelo canal financeiro. Em maio, até o último dia 15, o saldo está positivo em US$ 1,588 bilhão.
Bolsa sobe após três quedas seguidas
Após três sessões consecutivas em baixa, o Ibovespa fechou em alta de 1,77%, aos 177.355,73 pontos, no maior avanço diário desde 8 de abril. Durante o pregão, o principal índice da Bolsa brasileira chegou a superar os 178 mil pontos.
A recuperação foi puxada principalmente por ações de mineradoras, bancos e empresas ligadas ao consumo, acompanhando o desempenho positivo das bolsas norte-americanas.
Mesmo com a forte queda das ações da Petrobras, o mercado brasileiro terminou o dia em alta. Os papéis ordinários da estatal recuaram 3,85%, enquanto as ações preferenciais caíram 3,23%, pressionadas pela desvalorização do petróleo.
Entre os destaques positivos do pregão ficaram CSN Mineração, com alta de 10,29%, Cury, que avançou 8,53%, e Lojas Renner, com valorização de 7,77%. As ações da Vale também subiram 1,21%, assim como os grandes bancos.
Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta, impulsionados pela expectativa em torno do balanço da Nvidia e pela queda nos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O Nasdaq avançou 1,54%, enquanto o S&P 500 subiu 1,08%.
Petróleo recua mais de 5%
O petróleo teve forte queda no mercado internacional após a retomada parcial do fluxo marítimo no Estreito de Ormuz e a expectativa de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã.
O barril do tipo Brent, referência internacional, caiu 5,62% e fechou cotado a US$ 105,02. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 5,7%, a US$ 98,26.
A queda se intensificou após relatos de que superpetroleiros voltaram a atravessar o estreito, responsável por cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo. Apesar do recuo expressivo, o mercado segue atento ao risco de novas tensões na região.
*Informações: Agência Brasil




















