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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o registro de um novo medicamento indicado para o tratamento e a prevenção da enxaqueca em adultos. A aprovação foi publicada nesta segunda-feira (25) e representa a chegada ao mercado brasileiro de uma nova classe de medicamentos voltados ao combate direto da doença neurológica, considerada uma das principais causas de incapacidade no mundo.

O medicamento aprovado é o Nurtec ODT, produzido pela Pfizer. O remédio tem como princípio ativo o hemisulfato de rimegepanto sesqui-hidratado e poderá ser utilizado tanto no tratamento agudo das crises quanto na prevenção da enxaqueca episódica em pacientes com pelo menos quatro episódios mensais.

Segundo a Anvisa, o medicamento age bloqueando a ação do CGRP, proteína ligada aos mecanismos inflamatórios e à dor associados à enxaqueca. O alvo terapêutico é considerado uma das estratégias mais modernas no tratamento da doença e já vem sendo adotado em outros países.

A aprovação amplia as opções terapêuticas disponíveis no Brasil para pacientes que convivem com crises frequentes e incapacitantes. Diferentemente de medicamentos tradicionais usados para aliviar os sintomas, a nova medicação atua diretamente em mecanismos específicos relacionados ao desenvolvimento da enxaqueca.

Doença afeta milhões de brasileiros

A enxaqueca é uma doença neurológica crônica caracterizada por crises de dor intensa, geralmente pulsátil, que podem durar de quatro a 72 horas. Além da dor de cabeça, os pacientes frequentemente apresentam sintomas como náusea, vômito, sensibilidade à luz, conhecida como fotofobia, e intolerância a sons, chamada fonofobia.

Em parte dos casos, as crises também podem ser precedidas pela chamada aura, conjunto de alterações neurológicas temporárias que surgem minutos antes da dor. Entre os sintomas mais comuns estão pontos luminosos na visão, formigamentos e dificuldade momentânea de fala.

Especialistas apontam que a doença tem impacto significativo sobre a qualidade de vida e a produtividade. Pessoas com enxaqueca crônica podem enfrentar dificuldades para manter rotina de trabalho, estudos e atividades sociais devido à frequência das crises.

Nova geração de medicamentos

Nos últimos anos, medicamentos que atuam sobre o CGRP passaram a ganhar espaço no tratamento da enxaqueca em diferentes países. A proteína está diretamente relacionada à transmissão da dor e aos processos inflamatórios envolvidos nas crises.

O rimegepanto pertence ao grupo conhecido como “gepantes”, classe considerada uma alternativa para pacientes que não respondem bem a tratamentos convencionais ou que apresentam restrições ao uso de outros medicamentos.

A aprovação da Anvisa ocorre em meio ao avanço global de terapias mais direcionadas para doenças neurológicas. A expectativa do setor farmacêutico é de ampliação gradual do acesso a tratamentos personalizados para pacientes com quadros recorrentes.

Ainda não há informações divulgadas sobre preço ou data de disponibilidade do medicamento nas farmácias brasileiras. Após o registro sanitário, o produto ainda passa por etapas comerciais e regulatórias antes de chegar ao consumidor.

Com informações e imagem do Governo Federal

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