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Impulsionada por datas comemorativas e pelo clima de expectativa em torno da Copa do Mundo, a intenção de consumo das famílias em Campo Grande registrou crescimento de 7,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 108,2 pontos em maio, mantendo-se na chamada zona positiva, acima dos 100 pontos, apesar de apresentar leve recuo na comparação com abril.

De acordo com a economista Regiane Dedé de Oliveira, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS, o avanço anual demonstra maior confiança do consumidor e expectativa de aquecimento no comércio.

“É importante observarmos que, comparado a maio do ano passado, quando o índice foi de 100,5 pontos, tivemos um crescimento de 7,6%. Além do Dia das Mães, que é a segunda data mais importante no calendário do comércio, também estamos em ano de Copa do Mundo de Futebol, e isso impacta positivamente a intenção de compras das famílias, com reflexo nas vendas de bens duráveis, principalmente televisores”, afirma.

Copa do Mundo aquece vendas

A expectativa em torno do torneio esportivo aparece como um dos principais fatores de estímulo ao consumo neste primeiro semestre. Historicamente, anos de Copa movimentam setores ligados a eletrodomésticos, eletrônicos, vestuário e alimentação.

Segundo a análise da Fecomércio MS, a procura por televisores e outros bens duráveis tende a crescer nos meses que antecedem a competição, acompanhando o comportamento tradicional dos consumidores brasileiros.

Além da Copa, o desempenho do comércio também foi favorecido pelas vendas do Dia das Mães, considerada a segunda data mais importante para o varejo, atrás apenas do Natal.

Famílias de maior renda puxam crescimento

O levantamento aponta diferenças no comportamento de consumo entre as faixas de renda.

Entre as famílias com rendimento superior a dez salários mínimos, o índice apresentou crescimento de 1,5% em maio. Já entre aquelas com renda inferior a esse patamar houve queda de 0,9%.

Nas famílias de renda mais alta, os destaques positivos ficaram para a avaliação da compra de bens duráveis, nível de consumo atual e percepção da renda atual.

Por outro lado, entre as famílias que recebem até dez salários mínimos, o único indicador que apresentou crescimento foi a avaliação do emprego atual.

Os dados refletem um cenário de recuperação desigual do poder de compra, ainda influenciado pelos custos elevados de alimentação, crédito e serviços.

Maioria mantém padrão de consumo

Apesar do avanço do índice geral, grande parte das famílias afirma estar mantendo o mesmo nível de consumo registrado no ano passado.

Segundo o levantamento, 44% dos entrevistados disseram que o padrão de compras permaneceu estável. Outros 34,6% afirmaram ter reduzido o consumo, enquanto 20,8% disseram estar comprando mais.

O resultado indica um consumidor ainda cauteloso, mas com sinais de melhora gradual na confiança econômica.

Especialistas avaliam que os próximos meses devem continuar sendo influenciados por eventos sazonais, campanhas promocionais e pela movimentação gerada pela Copa do Mundo, especialmente nos segmentos ligados ao consumo doméstico e entretenimento.

Foto: Freepik

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