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Dados apresentados em audiência pública apontam veículos acima da idade limite prevista em contrato, ônibus interditados e articulados com mais de 10 anos de uso; prefeitura avalia possível intervenção no sistema

Mais de 200 ônibus que atendem o transporte coletivo de Campo Grande estão fora dos parâmetros contratuais, de acordo com dados apresentados nesta terça-feira (2) em audiência pública sobre o sistema. O cenário inclui veículos com idade acima do limite permitido, ônibus interditados e articulados que já excederam o tempo máximo de operação.

A audiência foi realizada em cumprimento a uma decisão judicial e conduzida pela comissão de transporte criada após a greve do transporte coletivo registrada em dezembro de 2025. O encontro debateu a qualidade do serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus e reuniu informações que irão subsidiar a análise da prefeitura sobre uma possível intervenção no contrato.

Segundo a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), 197 ônibus circulam acima da idade máxima prevista em contrato. Além disso, 15 veículos estão fora de operação por interdição e 13 ônibus articulados também ultrapassaram o limite de 10 anos de uso.

“Nós temos hoje 197 ônibus vencidos, que já tinha sido detectado pela CPI, e temos 15 ônibus fora de atividade porque eles estão interditados. Temos 13 ônibus que estão acima do limite da idade de 10 anos que são os articulados”, afirmou o diretor-presidente da Agereg, Paulo da Silva.

Segundo ele, a situação compromete a eficiência do sistema e aumenta o desgaste enfrentado diariamente pelos usuários. “Então assim, ao total são 235 ônibus, que é o número ideal para que a frota possa entrar na idade média e trabalhar operacionalmente sem os desgastes que está provocando para a população”, completou.

A audiência foi proposta pela Procuradoria-Geral do Município (PGM). De acordo com a procuradora-geral do município e coordenadora da comissão, Cecília Rizkallah, as informações coletadas irão compor o relatório final que será entregue à prefeita Adriane Lopes. “Finalizando o prazo, talvez seja dia 8 ou dia 9, não estou lembrada agora, a gente já apresenta o relatório para a prefeita, que vai analisar todos os dados”, disse.

Segundo Cecília, a avaliação inclui aspectos como a idade da frota, o cumprimento das obrigações contratuais, as condições dos veículos e dados contábeis e técnicos relacionados à operação do sistema.

O relatório deverá ser entregue na próxima semana. Com base nas conclusões do documento, a prefeitura decidirá se haverá intervenção no contrato do transporte coletivo da Capital.

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