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As escolas da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande amanheceram com paralisação de professores nesta sexta-feira (12). O movimento foi convocado pela ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) após a Prefeitura informar que não irá conceder, neste momento, o reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20 horas.

A mobilização foi aprovada por unanimidade durante assembleia geral extraordinária realizada nesta semana, que reuniu cerca de 300 profissionais da educação. A categoria reivindica o cumprimento do acordo firmado anteriormente com o município e considera que a negativa representa um descumprimento da política de valorização dos professores.

A paralisação afeta o funcionamento de unidades escolares da rede municipal e mobiliza educadores em atos e atividades organizadas pelo sindicato ao longo do dia. A ACP afirma que a medida tem como objetivo pressionar a administração municipal a retomar as negociações e cumprir o reajuste previsto na repactuação assinada em 2025.

O impasse começou após a Prefeitura encaminhar ao sindicato um documento em que reconhece a existência do compromisso firmado com a categoria, mas alega inviabilidade financeira para aplicar o percentual neste momento.

A resposta provocou reação entre os profissionais da educação. Durante a assembleia que definiu a paralisação, representantes da categoria afirmaram que a reivindicação vai além da questão salarial e envolve o respeito aos acordos estabelecidos entre trabalhadores e poder público.

Presidente da ACP, Gilvano Bronzoni defende que a política do Piso 20 horas é resultado de uma luta histórica dos educadores e representa um importante instrumento de valorização da carreira docente no município.

Ao longo dos últimos dias, professores intensificaram o diálogo nas escolas e organizaram ações de mobilização para ampliar a adesão ao movimento. Entre as principais preocupações apresentadas pela categoria está a manutenção da política de equiparação salarial ao piso nacional do magistério para profissionais com jornada de 20 horas semanais.

A professora Ayla Boch defendeu uma resposta rápida diante da negativa da administração municipal. Já o secretário de Comunicação da ACP, Flávio Peixoto, destacou a importância de fortalecer a mobilização para demonstrar a insatisfação dos trabalhadores. A professora Juliana Lima reforçou a necessidade de ampliar o diálogo com a comunidade escolar, enquanto o professor Washington Pagani ressaltou a importância da união entre efetivos, convocados e demais profissionais da rede.

Em nota encaminhada ao sindicato, a Prefeitura sustenta que enfrenta limitações orçamentárias que impedem a concessão imediata do reajuste. O Executivo, entretanto, reconhece a existência do acordo firmado anteriormente com a categoria.

A expectativa da ACP é que a paralisação amplie a pressão sobre a administração municipal e abra espaço para a retomada das negociações. O sindicato afirma que continuará defendendo o cumprimento integral da política do Piso 20 horas, considerada uma das principais conquistas dos profissionais da educação nos últimos anos.

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