País tem 6,1 milhões de pessoas desocupadas, enquanto número de trabalhadores ocupados alcança 102,7 milhões, segundo o IBGE
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice recuou em relação aos 5,8% registrados no trimestre anterior e aos 6,2% observados no mesmo período de 2025.
Com o resultado, o país contabilizou 6,1 milhões de pessoas desocupadas. O número permaneceu estável na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro, quando eram 6,2 milhões, mas caiu 9,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na avaliação do analista da pesquisa, William Kratochwill, alcançar esse patamar mostra que “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.
Já a população ocupada chegou a 102,7 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio, crescimento de 0,5% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a mais 558 mil trabalhadores.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua acompanha o mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais e considera diferentes formas de ocupação, como empregos com e sem carteira assinada, trabalho temporário e atividades por conta própria. Pelo critério do IBGE, é considerada desocupada apenas a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento é realizado em cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O rendimento médio mensal habitual dos trabalhadores foi de R$ 3.726. O valor ficou estável em relação ao trimestre anterior, quando era de R$ 3.756, e representa alta de 4% na comparação com o mesmo período de 2025, já descontada a inflação.
A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores. Um ano antes, esse percentual era de 37,8%. O IBGE considera informais, entre outros, empregados sem carteira assinada e trabalhadores por conta própria sem CNPJ.
A pesquisa também mostra que 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência, o que corresponde a 68,4 milhões de pessoas. O grupo inclui empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e trabalhadores por conta própria que fizeram contribuições aos regimes oficiais de previdência. O instituto destaca que um trabalhador informal também pode contribuir individualmente para o INSS.
O menor índice de desemprego já registrado pela Pnad Contínua foi de 5,1%, no trimestre encerrado em novembro de 2025. Já a maior taxa foi de 14,9%, verificada nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante a pandemia de covid-19.
*Informações: AGência Brasil e Imagem: TV Brasil



















