Equipe brasileira desembarcou no país para reforçar as buscas por sobreviventes após os terremotos que atingiram a região nesta semana
A missão humanitária brasileira enviada para apoiar a Venezuela após os terremotos registrados na última terça-feira (23) desembarcou no país na noite de sexta-feira (26). A operação reúne 44 profissionais e cerca de 12 toneladas de equipamentos transportados por uma aeronave KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB).
O avião decolou da Base Aérea de São Paulo (BASP), em Guarulhos (SP), fez uma parada programada em Boa Vista (RR) para reabastecimento e seguiu até a cidade de Maracay, onde ocorreu o desembarque da equipe e dos materiais.
Segundo o comandante da missão, major aviador Anderson Dias Santiago, o transporte aéreo é essencial para garantir rapidez em operações de resposta a desastres.
“O aéreo é um modal que se sobrepõe a esse tipo de dificuldade. Então, quando a gente tem problemas de fluxo logístico, o modal aéreo é uma solução.”
A missão brasileira foi organizada para auxiliar a Venezuela após os fortes terremotos que atingiram o país nesta semana. De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, o número de desaparecidos passa de 40 mil.
O comandante destacou que o KC-390 foi desenvolvido para atuar em cenários de crise e já participou de diversas operações humanitárias.
“Já participamos da missão de resgate de brasileiros em área de conflito, como na guerra da Ucrânia. Assim que nós tivemos a demanda, fomos lá buscar os brasileiros e repatriá-los.”
Ele também lembrou outras missões desempenhadas pela aeronave.
“Tivemos missões de combate a incêndio em voo. Foi uma ação muito intensa que realizamos para superar as queimadas. A covid foi um cenário muito importante para a gente, porque essa aeronave foi um ponto de inflexão para o transporte de oxigênio no modal aéreo, e essa aeronave foi certificada para fazer esse transporte.”
A força-tarefa é formada por 36 bombeiros militares de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de seis cães de busca e salvamento. Também participam quatro integrantes da Defesa Civil e quatro especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), completando uma equipe de 44 profissionais.
Entre os integrantes estão 14 profissionais do estado de São Paulo: 11 bombeiros, dois médicos do Comando de Aviação da Polícia Militar (CAvPM) e um representante da Defesa Civil.
A capitã Karoline, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, afirmou que o grupo possui experiência em operações semelhantes, como o resgate de vítimas na Turquia e a atuação durante as enchentes no Rio Grande do Sul.
“É uma equipe que já tem experiências em outros cenários como esse que eles vão encontrar lá, como na Turquia, por exemplo, e o mais recente foi no Rio Grande do Sul. É uma equipe que está indo para dar essa primeira resposta, porque quanto mais rápido chegar, maior é a probabilidade de a gente achar pessoas com vida.”
Segundo a capitã, a missão foi planejada para atuar de forma autossuficiente por cerca de 15 dias, sem depender da infraestrutura venezuelana.
“O Brasil está indo autossuficiente, o que significa que ele não precisa ser mais um problema para o país, a gente está indo com todo o material para permanecer lá os 15 dias, a princípio, de forma totalmente autônoma. Ou seja, a gente vai de fato para ajudar esse país.”
Coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, a operação integra o esforço internacional de resposta à emergência humanitária na Venezuela. A missão conta com uma equipe de Busca e Resgate Urbano de nível pesado, formada por profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, militares dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná e especialistas da Anatel.
*Informações: Agência Brasil e Imagem: Divulgação/Corpo de Bombeiros de São Paulo




















