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Novo modelo passa a combinar letras e números para ampliar as possibilidades de registro; mudança vale apenas para novos cadastros e não exige atualização de empresas já existentes

A Receita Federal começa a emitir nesta sexta-feira (31) o novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em formato alfanumérico. A mudança marca a primeira alteração estrutural no sistema de identificação das empresas desde a criação do cadastro e tem como objetivo ampliar o número de combinações disponíveis para novos registros, diante do crescimento contínuo da abertura de empresas no país.

Na prática, os novos CNPJs poderão reunir letras e números na mesma sequência, mantendo os 14 caracteres já utilizados atualmente. A alteração, no entanto, não afeta empresas que já possuem CNPJ, que continuarão utilizando o mesmo número e não precisarão fazer qualquer atualização cadastral.

Segundo a Receita Federal, a mudança foi planejada para evitar o esgotamento das combinações disponíveis no modelo exclusivamente numérico, utilizado até agora.

Como será o novo CNPJ

Até então, todos os CNPJs eram compostos apenas por números. Com o novo padrão, as inscrições poderão combinar letras e números nas primeiras posições do cadastro.

Apesar da mudança, a estrutura do documento permanece praticamente a mesma. Os oito primeiros caracteres continuarão identificando a empresa; os quatro seguintes indicarão o estabelecimento, como matriz ou filial, e os dois últimos dígitos seguirão sendo numéricos, utilizados como verificadores de autenticidade.

A Receita destaca que a alteração amplia significativamente a capacidade do sistema, permitindo a emissão de um número muito maior de registros sem necessidade de modificar os cadastros já existentes.

Empresas atuais não precisam fazer nada

A mudança vale exclusivamente para novos registros emitidos a partir desta sexta-feira.

Empresas já cadastradas continuarão utilizando normalmente seus CNPJs atuais, sem necessidade de alterar documentos, contratos, cadastros bancários ou registros fiscais.

Também não haverá mudanças no processo de abertura de empresas. A única diferença é que parte dos novos cadastros poderá receber inscrições contendo letras.

Durante o período de transição, os dois modelos, numérico e alfanumérico, coexistirão e terão a mesma validade perante órgãos públicos, instituições financeiras, juntas comerciais e demais entidades.

A Receita Federal informou ainda que nem todos os novos CNPJs passarão imediatamente a conter letras. Como ainda existem milhões de combinações exclusivamente numéricas disponíveis, elas continuarão sendo utilizadas até seu esgotamento gradual.

Por que o modelo mudou

A alteração busca resolver uma limitação do sistema atual.

De acordo com a Receita Federal, cerca de 69 milhões das quase 100 milhões de combinações possíveis do modelo exclusivamente numérico já foram utilizadas.

Com o crescimento constante da criação de empresas no Brasil, o governo optou por ampliar a capacidade do cadastro antes que a numeração disponível se esgotasse.

A adoção do formato alfanumérico permite multiplicar o número de combinações possíveis sem alterar a estrutura do cadastro nem provocar impactos para empresas já registradas.

Sistemas precisarão ser adaptados

Embora os empresários não precisem atualizar seus cadastros, a Receita recomenda que empresas privadas, bancos, órgãos públicos e desenvolvedores de sistemas promovam adaptações para garantir o reconhecimento dos novos CNPJs.

A recomendação vale principalmente para plataformas de emissão de notas fiscais, sistemas de gestão empresarial, cadastros de clientes e fornecedores, contratos eletrônicos, plataformas financeiras e aplicativos que atualmente aceitam apenas números no campo destinado ao CNPJ.

Sem essas atualizações, sistemas poderão apresentar falhas ao receber registros compostos por letras e números.

Transição será gradual

A Receita Federal afirma que a implementação ocorrerá de forma gradual, sem impactos para quem já possui empresa aberta.

A expectativa é que, nos próximos anos, os dois formatos convivam normalmente, enquanto novos registros passem, de forma progressiva, a utilizar o padrão alfanumérico.

Segundo o órgão, a mudança garante a continuidade da emissão de CNPJs por décadas, acompanhando o crescimento do número de empresas no país sem exigir substituição dos cadastros já existentes.

Com informações e imagem da Agência Brasil

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